Letramento Digital chega a mais 12 escolas em 2025
Em seu 4º ano de atividades, projeto já capacitou 1.529 alunos em 68 unidades escolares da rede municipal de Londrina
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 25 de março de 2025
Em seu 4º ano de atividades, projeto já capacitou 1.529 alunos em 68 unidades escolares da rede municipal de Londrina
Walkiria Vieira 


A Prefeitura de Londrina oferece em 2025 nova capacitação do projeto Letramento Digital. As doze escolas municipais que iniciam suas oficinas durante o semestre são: E. M. Cecília Hermínia Oliveira Gonçalves, E. M. Dr. Joaquim Vicente de Castro, E. M. Edmundo Odebrecht, E. M. Maestro Roberto Pereira Panico, E. M. Melvin Jones, E. M. Mercedes Martins Madureira, E. M. Norman Prochet, E. M. Professora Áurea Alvim Toffoli, E. M. Professora Geni Ferreira, E.M. Aracy Soares dos Santos, E.M. Suely Ideriha e E.M. José Hosken de Novaes.
Desenvolvido nas escolas municipais desde 2021, o programa ensina, em oficinas gratuitas realizadas no contraturno, conceitos de programação e robótica, durante o primeiro semestre do ano letivo é estimada a participação de mais de 340 alunos do 4° e 5° ano.

Na Escola Municipal Edmundo Odebrecht, localizada na Warta, a continuidade do projeto é recebida com entusiasmo pelos 35 estudantes do 4º ano. A unidade conta com 236 matriculados e tem como diretora Daisy Martins Paes de Góis e as coordenadoreas pedagógicas são Rosilda Ferraz Magnani e Daiany Cristina Reis.
Os 29 estudantes da Escola Municipal Mercedes Martins Madureira, no Jardim Shangri-la B, estão entusiasmados pelo início das atividades, já que em 2024, foi a vez de outras turmas do 4º e 5º ano receberem os ensinamentos.
Os temas abordados incluem Criatividade e Inovação, Pensamento Computacional, Fundamentos de Programação, Estratégias Pedagógicas, Robótica e Prototipagem. E os interessados poderão, ainda, realizar módulos adicionais opcionais focados em Educação 4.0 e Indústria 4.0, totalizando até 240 horas de capacitação.
De acordo com as educadoras, a experiência do ano passado com alunos do 4º e 5º ano foram bastante frutíferas e contribuíram para o letramento digital de modo expressivo. "Gostaram muito e todos os projetos colocados em prática eram voltados para a sustentabilidade e tiveram a oportunidade de desenvovê-los de modo mais eficiente graças aos conhecimentos obtidos por meio das oficinas que integram o Letramento Digital", explicam as educadoras.
PROGRAMAÇÃO E ROBÓTICA
O lançamento da 5ª turma de capacitação foi realizado na Escola Municipal Joaquim Vicente de Castro. Na ocasião, a diretora pedagógica da Secretaria Municipal de Educação, Sheila Brandão, incentivou os alunos a aderirem ao projeto e aproveitarem a oportunidade e citou o material didático fornecido gratuitamente e os trabalhos das turmas anteriores.

A diretora da Escola Municipal Joaquim Vicente de Castro, Flaviani Baraldi, destacou a relevância dos resultados na formação dos alunos. "Os resultados são maravilhosos e a nossa escola vai estar sempre de portas abertas para esse projeto".
Cada um dos alunos inscritos no projeto recebe um kit, contendo livros didáticos elaborados pela Facti, instituição científica e tecnológica especializada em soluções tecnológicas e capacitação em Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) e executora do Letramento Digital. Também é entregue uma placa micro:bit, utilizada para as atividades práticas de programação.
Nas 90 horas de formação, os estudantes têm contato com diferentes conteúdos, incluindo Pensamento Computacional, Programação e Robótica, Trabalho em Equipe, Resolução de Problemas, Criatividade e Inovação. A previsão é que as turmas lançadas esse mês finalizem suas atividades em junho, com entrega de certificado aos alunos que concluírem todas as etapas.
Desde que foi inaugurado em Londrina, em 2022, o Letramento Digital formou 1.529 alunos em 68 unidades escolares da rede municipal. As aulas são conduzidas por agentes multiplicadores de conhecimento, que passaram por 98 horas de formação do módulo essencial, 75 horas nos módulos complementares, e ainda têm à disposição os cursos opcionais, que somam mais 67 horas, totalizando 240 horas de atividades formativas.
Na Escola Municipal Joaquim Vicente de Castro, quem conduz as oficinas do Letramento Digital, desde o início do projeto, é o professor Josué Junior. Cada turma possui cerca de 20 alunos e, ao final de cada etapa, eles apresentam projetos que elaboraram ligados a temas de seu interesse.

Realizado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o Letramento Digital integra o Programa MCTI Futuro. A coordenação e execução são feitas pela Facti, com apoio da Positivo Tecnologia por meio do Educacional – Ecossistema de Tecnologia e Inovação e parceria com a Softex, responsável pela gestão dos recursos do PPI da Lei de Informática.
A cidade de Londrina foi a primeira a receber o projeto e conta com adesão do Governo do Estado, do Governo Municipal, da Secretaria Municipal de Educação e dos diretores das escola, agentes comprometidos para que o progresso das aulas esteja em patamar satisfatório.
NOVOS MULTIPLICADORES
Até o dia 30 de março, estão abertas as inscrições para interessados em atuar no Letramento Digital como agentes multiplicadores. A sexta turma de Agentes Multiplicadores do Conhecimento é uma formação gratuita, voltada a profissionais e estudantes que desejam aprender, disseminar conhecimentos tecnológicos e contribuir para a inclusão social por meio da educação digital.
O material didático dessa formação é exclusivo, elaborado por uma equipe qualificada da Facti, e inclui um kit com um livro físico e placa de programação BBC micro:bit. Realizada no formato híbrido, a capacitação combina uma aula inaugural online síncrona, atividades assíncronas e oficinas presenciais, integrando teoria e prática.
Podem se inscrever professores, estudantes do ensino médio, técnico ou superior, e profissionais de diversas áreas. De acordo com o secretário executivo da Facti, Alexandre Paulo, não é necessário ter experiência prévia em tecnologia, apenas disposição para aprender e ensinar. “Pode ser tanto uma pessoa externa da escola, quanto uma pessoa do próprio corpo docente. O perfil é alguém interessado em tecnologia e que tenha vontade de passar o conhecimento para os demais, porque o papel do multiplicador é esse. A gente capacita e passa todo o método, o processo de ensino, e ele vai ter essa função de espalhar para as turmas”, disse.


