Formas e cores de grande valia
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terça-feira, 06 de agosto de 2019
Marcos Roman - Grupo Folha 
Apesar da crise financeira que assola o País, obras de alguns artistas plásticos brasileiros frequentam a lista dos itens do gênero mais bem avaliados no mundo. Destaque da exposição “Tarsila Popular”, que bateu recorde de visitação este ano no Museu de Arte de São Paulo (Masp) atraindo 402 mil visitantes – o quadro Abaporu teve uma apólice de seguro estimada em R$ 45 milhões. Dentre os novos expoentes da arte contemporânea, Beatriz Milhazes, que assina telas comercializadas por mais de 1 milhão de dólares, incluindo o quadro Summer Love – Gamboa Seasons, avaliado em torno de R$ 12 milhões.
O trabalho da aclamada artista plástica carioca pode ser conferido pelos londrinenses na exposição “Beatriz Milhares – Um Itinerário Gráfico”, que fica em cartaz até o dia 30 de setembro, no Sesc Cadeião Cultural. A mostra reúne nove serigrafias produzidas entre 1996 e 2003. Impressas artesanalmente, estas obras integram a primeira série de gravuras em grandes dimensões, realizada em colaboração com a Durham Press (EUA). Estão expostas as telas Cabeça de mulher (1996), Rosa branca no centro (1997), Entre o mar e a montanha (1997-1998), O espelho (2000), O sábado (2000), As irmãs (2003), Havaí (2003), Os cisnes (2003) e Serpentina (2003).
Nascida no Rio de Janeiro, em 1960, Beatriz Milhazes tem desenvolvido um repertório estrutural que inclui a abstração geométrica, o carnaval e o modernismo. Graduada em comunicação social, iniciou sua carreira como artista plástica da década de 1980, quando ingressou na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, no Rio de Janeiro, como aluna e onde lecionou após formada até 1996.
Serigrafia: Técnica de impressão de desenhos de cores
Assolar: O que ocasiona destruição, reduz a pó, arruina
Para recortar e imprimir:



