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Administradora se realiza ao proporcionar integração do conhecimento com diversão
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 08 de outubro de 2019
Administradora se realiza ao proporcionar integração do conhecimento com diversão
Walkiria Vieira - Grupo Folha 

Diretora geral do Jabuti, Lazer e Conhecimento, Adriana Kerche coordena o espaço que é sinônimo de integração com a natureza, aprendizado e muita diversão. A fazenda localizada na região sul de Londrina faz parte do imaginário de centenas de crianças e adolescentes que já tiveram a oportunidade de circular pelas hortas, provar do lanchinho e ver de perto animais que parecem sair de contos de fadas. Formada em administração e pós-graduada em economia empresarial, a londrinense Adriana Kerche é responsável por auxiliar a equipe pedagógica e de operações em que realiza as atividades pedagógicas e faz a interface entre a escola e o projeto de interesse que será desenvolvido pela escola e o Jabuti.
Segundo ela, os professores relatam o desenvolvimento de inúmeros projetos pós-visitas, tomando como parâmetro os conceitos desenvolvidos no processo de imersão promovido pelo espaço.. "É muito prazeroso receber milhares de trabalhos realizados nas escolas e que retratam toda a experiência sensorial e cognitiva que proporcionamos aos alunos. Posso dizer que o Jabuti irá acompanhar nossos visitantes para sempre de alguma maneira”, conta. "Tenho uma relação íntima com o meio ambiente, porque o meu trabalho tem por objetivo desenvolver mecanismos de inter-relação dos estudantes com a natureza. E nesse processo de troca, de imersão que acredito fixar os valores de respeito, sustentabilidade, sociabilidade e amor ao meio ambiente. A natureza nos ensina sempre."
O que mais gostava de fazer na escola além de estudar?
Brincar no pátio, jogar bola ao mastro e bola queimada.
Qual sua melhor lembrança desse período?
Quando tinha gincana no colégio e arrecadávamos alimentos para as creches e tinha alguns desafios para cumprir. Era muito divertido, tinha show de talentos e isso unia os alunos.
Qual a disciplina favorita?
A matéria que mais gostava era biologia e história. E que gostava menos era matemática tinha mais dificuldade. Minhas notas eram médias, não era a melhor aluna, sempre fui muito esforçada. A disciplina que ia melhor era biologia, sempre adorei.
Como era a sua escola?
As carteiras eram de madeira, sentava sozinha, usávamos uniforme, era obrigatório.
E o que comia no lanche?
Tinha uma cantina muito gostosa. O sanduíche que até hoje lembro do cheiro....”mistinho do Laércio”, nunca mais comi igual.
Já ficou de castigo?
já fiquei de castigo, pois tínhamos aula de religião e tinha prova. Faltei no dia então tive de justificar a falta para fazer segunda chamada. Na hora que o Irmão (Marista) me perguntou o motivo da falta (tinha ensaiado uma bela mentira sobre uma doença repentina), mas na hora H confessei que havia ido no “Show do Menudo”. Levei uma baita bronca e nota zero. Preferi a verdade, apesar do desastre da nota.
Tinha gosto pela Leitura?
Adoro ler, na época viajávamos nos livros da coleção Vagalume. Eu li todos. A leitura faz toda diferença, essencial para desenvolvimento profissional e pessoal, tem de ser um hábito em nossas vidas. Atualmente eu leio muito sobre educação de filhos, pois estou nesta fase. Qual a melhor forma de educarmos nos dias atuais?
Imaginava que teria esta profissão?
Não imaginava que teria esta profissão, pois em turismo pedagógico o Jabuti é o único no Paraná. Eu sempre gostei muito de crianças e dava aulas particulares. O Jabuti me proporciona momentos de muita alegria, descobertas. É muito gratificante.
Quem eram os seus ídolos?
Gostávamos do Menudo, éramos Menudetes, tinha fã clube, escrevíamos cartas, pôster nas paredes, broches nas camisetas com as foto deles, colecionávamos figurinhas, ensaiávamos as coreografias das músicas. Foi uma fase tiete.
Seus professores marcaram sua vida escolar?
A primeira professora nunca esquecemos. A Maria Isabel Cassiano Lot foi muito dedicada e quando eu chorava porque não sabia, ela dizia: “Calma você vai conseguir". Eu tinha perdido o meu pai, ela me levou até para sua casa. Também é inesquecível a atitude do professor Water OKano. Quando fui fazer cursinho, não tinha condição de pagar. Contei a minha vontade de estudar, o desespero de passar no vestibular e ainda precisava vender bombons no intervalo para ajudar a me manter. Ele não me conhecia, não perguntou quem era, qual era a minha família nada. Ele se levantou, pegou as apostilas e falou: "Vai estudar: quero ver você passar e se não vender todos os bombons, traga o resto pra mim que fico, o meu preferido é de coco.” Acreditou em mim, na minha capacidade. Depois de alguns, anos já formada e trabalhando no projeto Jabuti, o agradeci pessoalmente. Ensinou-me que tudo é possível, não importa a dificuldade. Basta um querer profundo e se dedicar!


