Economia criativa pode alavancar Londrina
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terça-feira, 02 de abril de 2019
Mie Francine Chiba - Grupo Folha 

A economia criativa movimenta US$ 40 bilhões ao ano, o correspondente a 2,6% do PIB brasileiro, gera um milhão de empregos e R$ 10 bilhões de impostos, com crescimento de 4,6%, segundo a consultoria PwC. O potencial desse tipo de economia é alto e precisa ser aproveitado em Londrina, que já conta com um ambiente extremamente favorável para isso. A conclusão do Fórum Desenvolve Londrina, que lançou na quinta-feira passada (28) o caderno “Economia criativa para o desenvolvimento sustentável de Londrina”, elaborado com base em estudos realizados ao longo de 2018. A economia criativa foi tema do Fórum no ano passado.
Maitê Uhlmann, diretora de Turismo da Codel (Instituto de Desenvolvimento de Londrina), destacou que Londrina é um celeiro de startups, um polo de software e audiovisual, tem gastronomia forte - reflexo de todas as etnias que fizeram parte da fundação da cidade –, 13 festivais, turismo de eventos e negócios e 50 mil estudantes nas universidades.
No entanto, Londrina apresenta alguns problemas que impedem que a economia criativa se desenvolva na cidade. Dentre os problemas identificados pelo Fórum Desenvolve Londrina estão a falta de articulação entre setores público, privado e universidades; eventos culturais e roteiros turísticos fortes, mas que não estão “nas prateleiras”; espaços públicos pouco frequentados e espaços privados inadequados para o mercado; patrimônio cultural pouco valorizado como ativo importante da cidade; turismo sem políticas públicas; e falta de patrocínio na cultura, por exemplo.
O estudo também propõe soluções para promover a economia criativa em Londrina, como a articulação entre os setores público e privado; a capacitação de agentes públicos; uma agenda integrada de eventos; ocupação de espaços públicos; criação de políticas públicas; integração entre diferentes áreas da economia por meio da inovação; e um investimento maior nos projetos culturais pela iniciativa privada, por exemplo.
Economia criativa: Conjunto de negócios baseados no capital intelectual e cultural e na criatividade que gera valor econômico.
Startup: Empresa com um modelo de negócios repetível e escalável, com soluções a serem desenvolvidas. Ela não se limita apenas a negócios digitais, mas necessita de inovação para não ser considerada uma empresa de modelo tradicional.


