Cresce movimento nos brechós
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terça-feira, 18 de junho de 2019
Aline Machado Parodi - Grupo Folha 
Uma tendência nos Estados Unidos e na Europa, os brechós com cara de lojas multimarcas começam a se popularizar por aqui. Associados com a crise econômica e ao conceito de sustentabilidade, esses comércios estão crescendo e são uma boa opção para economizar ou ganhar um dinheiro extra.
Dona de um brechó na região Central de Londrina, Denise Aparecida Veiga, decidiu seguir esse modelo mais conceitual. Inicialmente, ela anunciava as peças pelas redes sociais e vendia em casa, mas há quatro anos decidiu abrir um espaço físico. A loja trabalha com roupas, calçados e acessórios tanto de marcas populares como de grifes.
Ela conta que garimpa muitos itens em outros brechós, mas grande parte vem de pessoas que levam as peças para vender. “Tem muita gente bem de vida que vende as roupas. Elas não querem mais doar, preferem vender e ter um dinheiro extra para gastar com outras coisas. Tem roupas que vem com etiquetas”, disse.
O brechó das primas Regiane Leal e Vânia Leal também segue esta tendência. O espaço funciona em um centro comercial e tem o visual de loja. “Muita gente pensa que é uma loja de roupas novas e se surpreende quando digo que é brechó”, contou Regiane. O local trabalha com roupas de grandes marcas como Fórum, M.Office, Brooksfield.
O economista Roberto Kanter, professor dos MBAs da FGV, afirma que essa ideia de comércio ou troca de itens usados está na linha da economia colaborativa. “As pessoas estão dividindo as coisas, carros, casas, roupas. Há uma tendência de clube de compras”, disse.
As plataformas de compra, venda e troca de roupas, calçados, acessórios são cada vez mais comuns. Uma navegada nas redes sociais é fácil encontrar posts de desapego. “Tem tido um movimento não só nas lojas, mas de várias plataformas e tem sido uma fonte de renda para as pessoas”, exemplificou o economista.
Brechó: loja de artigos usados, principalmente roupas, calçados, louças, objetos de arte, bijuterias e objetos de uso doméstico.
Economia colaborativa: é um ecossistema sócio-econômico construído em torno do compartilhamento de recursos humanos, físicos e intelectuais



