O concurso é aberto a alunos do quinto ano de escolas dos municípios participantes do Programa Folha Cidadania
O concurso é aberto a alunos do quinto ano de escolas dos municípios participantes do Programa Folha Cidadania | Foto: Shutterstock

O Programa Folha Cidadania lança, nesta terça-feira (30), a 13ª edição do concurso cultural “Pequeno Jornalista” sob o tema “Como seria minha vida sem a leitura?”. Alunos de quinto ano das escolas participantes do projeto poderão enviar as redações até o dia 30 de agosto. Os textos devem ser produzidos em sala de aula, mediante orientação do professor, mas sem intervenção direta na criação. O regulamento completo está disponível no site da Folha de Londrina (www.folhadelondrina.com.br). A previsão é que o resultado desta edição seja divulgado em outubro.

A escolha do tema vai ao encontro de assuntos atuais da sociedade com o objetivo de conscientizar os alunos da importância do assunto, incentivar a produção de redações e desenvolver o pensamento crítico e a criatividade das crianças. Isso porque, o concurso faz parte de uma das atividades realizadas ao longo do ano pelo programa Folha Cidadania, projeto de responsabilidade social do Grupo Folha de Comunicação, que leva o jornal para dentro das salas de aula como material pedagógico, visando estimular o hábito da leitura e escrita.

Os textos inscritos serão apreciados por uma comissão, composta por profissionais do Jornalismo e Educação, que avaliará critérios como originalidade (ideia apresentada e os meios encontrados pelo aluno para expressá-la); desenvolvimento (se o aluno conseguiu transmitir a mensagem pretendida); correção ortográfica (identificação de erros de concordância, ortográficos e a linguagem utilizada); e senso crítico (exposição do tema e relevância social).

A comissão julgadora selecionará quatro redações vencedoras, uma de cada município participante do programa. Tanto os alunos quanto os professores serão presenteados com brinquedos pedagógicos, assinatura da Folha de Londrina, além de certificado de participação. Os vencedores e suas respectivas redações serão publicadas no Caderno Folha Cidadania logo após a premiação. Na última edição do concurso, participaram alunos de 133 escolas municipais de Londrina, Cambé, Assaí e Jataizinho, num total de quase 500 redações, 200 a mais que no ano anterior.

LEITURA X POLÍTICA DE GOVERNO

O tema do concurso pode ser considerado extremamente pertinente, visto que há um ano foi sancionada a lei 13.696/2018 que institui a PNLE (Política Nacional de Leitura e Escrita). Agora, tanto o livro quanto a leitura se tornaram uma política de governo, já que dentre as diretrizes, está o reconhecimento da leitura e escrita como direitos, a universalização do acesso ao livro, à leitura, escrita, literatura e às bibliotecas pelo fortalecimento do SNBP (Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas). Para tanto, deverão ser instituídos projetos e ações continuadas desenvolvidos no âmbito de ministérios – em particular os da Cultura e da Educação –, governos estaduais e municipais, empresas públicas e privadas, além de organizações da sociedade.

Tudo isso começou a ser mobilizado há mais de 12 anos, quando iniciou-se o processo de discussão de PNLL (Plano Nacional do Livro e Leitura) que foi bastante amplo e envolveu diversos segmentos do setor público e da sociedade civil. O PNLL teve e - ainda tem - como principal ação fomentar a construção de políticas locais, como planos municipais e estaduais de livro e leitura. “Já a PNLE é um marco histórico, pois, pela primeira vez, a sociedade civil tem em mãos uma lei que trata de livro, leitura, literatura e bibliotecas”, afirma Renata Costa, secretária-executiva do PNLL em final de mandato.

A PNLE, assim, se torna fundamental, já que estados e municípios possuem, agora, a chancela de uma lei federal que indica a construção dessas políticas. Segundo ela, se a política for cumprida e de fato houver uma democratização do acesso, as escolas do país poderão ter à sua disposição uma diversidade de acervo e mediadores de leitura para realizar a ponte entre o livro e o sujeito. “Muitas ações já estão acontecendo, como a Rede Nacional de Bibliotecas Comunitárias, que realiza fomento à leitura por todo o Brasil. Em 2018, percorri o país, em todas as regiões, com oficinas práticas para gestores públicos de bibliotecas, com um passo a passo para a construção de Planos Municipais e Estaduais de Livro e Leitura.”

Ainda entre os ganhos com a nova lei, estão o papel de destaque que essas instâncias assumem no desenvolvimento social e da cidadania e nas transformações necessárias da sociedade para a construção de um projeto de nação com uma organização social mais justa. No texto na PNLE, consta que as diretrizes têm “por base a necessidade de formar uma sociedade leitora como condição essencial e decisiva para promover a inclusão social de milhões de brasileiros no que diz respeito a bens, serviços e cultura, garantindo-lhes uma vida digna e a estruturação de um país economicamente viável”.

A Secretaria Municipal de Educação de Londrina informou que, com relação à PNLE, nenhum programa foi implantado. No entanto, há quinze anos incentiva a leitura por meio de projetos como o “Palavras Andantes” (presente em 100% das escolas) que, dentre as várias ações contempla a “Hora do Conto”, atividade que leva o aluno à biblioteca para contação de histórias semanalmente. No total, são 150 professores contadores de histórias fazem a mediação e incentivo à leitura.

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