De olho em um mercado emergente e apostando em mais qualidade e proximidade com o torcedor, muitos clubes do futebol brasileiro estão optando por trocar grandes fornecedoras de material esportivo por marcas próprias.

Pelo menos 20 equipes do Brasil já produzem as suas próprias camisas. Times tradicionais como Bahia, Coritiba, Fortaleza, Paysandu e Juventude já aderiram ao novo formato. Entre as grandes reclamações dos clubes no relacionamento com os intermediários estão a má qualidade, o preço alto final para o consumidor e a dificuldade de controlar o total de vendas.

O Paysandu foi o primeiro clube brasileiro a criar uma marca própria, no fim de 2015. Na ocasião, o clube paraense tinha um contrato com a Puma e recebia R$ 400 mil por ano. Com a criação da marca Lobo, uma referência ao mascote do clube, o time de Belém fatura, em média, R$ 1,2 milhão por ano com sua linha esportiva.

“Saltamos de uma venda de 40 mil camisas para 100 mil por ano. Desde a criação da Lobo, nunca este segmento fechou um ano no vermelho. Hoje a arrecadação com os produtos da marca própria é um dos pilares de sustentação financeira do Paysandu”, afirma Deivy Leite, CEO da Véstore, empresa que faz a gestão da Lobo junto com o clube.

Também foi com o objetivo de aumentar a receita que o Coritiba lançou em agosto de 2018 a sua marca 1909, em alusão ao ano de fundação do clube. De acordo com o departamento de marketing do Alviverde, o projeto da marca própria permitiu que o clube aumentasse a quantidade de produtos oferecidos ao torcedor, além de melhorar o atendimento.

Um dos pontos altos apontados por quem ousou ao criar a sua própria marca é a diminuição do desabastecimento de material, tão comum em clubes pequenos e médios que têm contratos com grandes empresas. Outro fator positivo é o entendimento do funcionamento do mercado local e regional.

IMPRIMA E RECORTE PARA UTILIZAR EM SALA DE AULA:

Imagem ilustrativa da imagem Clubes brasileiros criam marcas próprias de material esportivo
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