Cidades.Apoio para crianças em luto
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terça-feira, 01 de outubro de 2019
Laís Taine - Grupo Folha 

“Fazia tempo que o pato sentia que algo não ia bem.”
“- Quem é você e por que fica andando atrás de mim?”
“- Ainda bem que você finalmente percebeu – disse a morte – Eu sou a morte”
O livro “O Pato, a Morte e a Tulipa”, de Wolf Erlbruch, aborda o fim da vida de forma lúdica. Ele foi lido para as crianças da Escola Municipal Cláudio de Almeida e Silva, jardim Atlanta (zona sul de Londrina), como apoio ao luto coletivo que os alunos vivem desde a perda trágica de um amigo de 9 anos no dia 13 de setembro.
"A reação deles me surpreendeu muito. Uma criança não conseguiu entrar na escola, outra não veio, preferiu ficar em casa no primeiro dia. Os que vieram, entraram na sala em silêncio, olhando a carteira dele vazia”, menciona a professora Cristina Sibaldelli, sobre a volta às aulas logo após a morte do garoto.
De acordo com a psicóloga Ana Paranzini, o luto infantil é mais complexo, pois as crianças ainda não entendem o conceito de morte. “Quando muito pequenas, elas ainda não sabem o que é. Cada uma vai reagir de uma forma, tem que observar e respeitar, algumas não vão querer falar sobre o assunto e é preciso ter esse momento de respeito. Mas é importante que se fale sobre isso, é preciso digerir aquela informação, importante falar, reviver, se permitir viver o momento de tristeza, raiva, saudade, dor”, aponta.
Essa é a primeira vez que a escola enfrenta um momento como esse e está caminhando para que todas as crianças entendam a morte como parte do ciclo da vida e possam seguir em frente, sem traumas. “Estamos aplicando atividades diferentes e tentando voltar à rotina”, afirma a professora. Com o apoio da escola, das psicólogas e dos pais, acredita-se que as crianças poderão passar por essa situação de maneira saudável e respeitosa.
SALVE A IMAGEM E IMPRIMA PARA UTILIZAR EM SALA DE AULA



