Canteiros de alimentos e sabedoria
Projeto visa à instalação de hortas nas escolas municipais, CMEIs e CEIs com a participação efetiva dos alunos unindo aprendizado e alimentação saudável
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 28 de maio de 2019
Projeto visa à instalação de hortas nas escolas municipais, CMEIs e CEIs com a participação efetiva dos alunos unindo aprendizado e alimentação saudável
Walkiria Vieira - Grupo Folha 


Uma horta para cada unidade escolar de Londrina é o objetivo da Prefeitura de Londrina ao instituir um projeto que valoriza as unidades que desenvolverem uma horta escolar. Lançado recentemente com por meio da 1ª Mostra de Projetos Hortas Escolares Lições da Terra: Saberes, Aromas e Sabores, a ideia traz desde a exposição até um concurso de hortas entre escolas municipais, CMEIs (Centros Municipais de Educação Infantil) e CEIs (Centros de Educação Infantil) filantrópicos.
O Centro Municipal de Educação Infantil Laura Vergínia de Carvalho Ribeiro, localizado na região oeste de Londrina, é um integrante da proposta e, desde 2015, conta com uma horta que serve de extensão ao aprendizado. A diferença é que a horta antes era de canteiros tradicionais e agora ganhou o formato de mandala. Ao todo, 225 educandos, desde o berçário, interagem na horta onde são cultivados alface, couve, cenoura, rúcula, beterraba, cebolinha e almeirão; hortelã, coentro, manjericão, orégano, tomilho, cominho, poejo, pimenta doce; cânfora e bálsamo; carqueja, erva doce, capim-limão, estévia, sálvia.
Do plantio ao prato, a participação é efetiva e, de acordo com a diretora da unidade, Mirna de Cássia Gentile, trata-se de um trabalho com resultados. “Um exemplo é a melhora na introdução desses alimentos na alimentação deles”, comenta. “Nesse formato de mandala, todos veem o que todos plantarmos e enquanto circulam pela horta, conseguem se comunicar de modo mais adequado à altura deles”, explica Gentile. Em recente lanche, as crianças puderam provar uma pizza com rúcula, observando mais uma possibilidade de incluir a cultivar à alimentação.
O contato com a terra, a circulação por aromas que despertam os sentidos são parte das visitas à horta da escola. Tratada com muito carinho por todos, ela tem até um espantalho para completar o cenário de estudos. A matemática marca presença na horta, quando os pequenos fazem a medição dos espaços de uma planta para outra e os temas das aulas de ciências ganham mais interesse. “Todo o piso da horta é feito com casca de árvore e nos dias de hoje, em que as crianças estão expostas desde muito cedo aos eletrônicos, devemos oferecer esse tipo de contato com a natureza”, expõe.
Mãe de Pietro de três anos, a instrutora de trânsito Rosimeire de Moraes valoriza as atividades realizadas pelo filho na escola e nota, nestes dois anos, todo o avanço. “Capinam, plantam, colhem e passam a ver as hortaliças de um outro modo, sentem orgulho de ver as plantinhas crescendo, sem contar como o espírito de trabalho coletivo é exercitado e que se reflete em casa. Já recebemos rúcula fresquinha plantada pelas escola e o Pietro demonstra iniciativa para outras tarefas da casa, fruto de estímulo”, reflete. Atenta às atividades da escola e participativa, Moraes se sente feliz com o desenvolvimento de todas as crianças que têm essa oportunidade. Em casa damos continuidade a este trabalho e acredito que isto fomente valores”, diz.
Em Londrina, a mostra coordenada pela SME (Secretaria Municipal de Educação) e feita por meio das parcerias entre as secretarias municipais de Agricultura e Abastecimento, Saúde e Ambiente, e o Rotary Club. No decorrer do ano letivo, qualquer unidade que já possua uma horta ou irá construir uma poderá se inscrever.
Serviço:
1ª Mostra de Projetos Hortas Escolares Lições da Terra: Saberes, Aromas e Sabores: As escolas terão até o dia 20 de setembro para protocolar, na SME, um banner e um vídeo sobre o tema, que serão os materiais avaliados. Mais informações sobre a Mostra e como implantar uma horta escolar, podem ser obtidas no 3375-0278.

Crianças do Complexo Maria do Carmo Galvão Uille, no Jardim Éden, em Ibiporã, colheram na semana passada verduras orgânicas cultivadas por elas mesmas em estrutura instalada na instituição.
Sabidinhos que são, os estudantes já aprenderam, na prática, que a natureza não dá passos. Após 37 dias acompanhando o desenvolvimento das verduras plantadas na horta hidropônica suspensa instalada no espaço, as crianças do Pré II fizeram a primeira colheita de pés de alface e almeirão fresquinhos e livres de agrotóxicos e o mais importante, cultivados por eles mesmos. Já os alunos do Pré I plantaram novas mudas em copos descartáveis que foram utilizados nos prédios públicos. As hortaliças serão servidas na merenda escolar.
A iniciativa é parte do projeto “Água é Vida”, parceria entre a Secretaria Municipal de Educação e do Trabalho de Ibiporã. A estrutura em canos de PVC foi construída pelo servidor da Secretaria do Trabalho, Elias de Castro e Souza. O funcionamento da horta hidropônica suspensa é simples: os tubos de PVC funcionam como canais de cultivo onde as raízes das plantas recebem a solução nutritiva. A cada 30 minutos um “timer” liga uma bomba d'água que irriga as mudas. Nessa experiências, as crianças tiveram um cuidado especial com as mudas, pois em cada copo foi colocado o nome do aluno, que acompanhou o seu crescimento. “Como o tema trabalhado com os alunos no 'A União Faz a Vida' este ano é 'alimentação' pudemos englobar esta atividade em nosso planejamento curricular e aliar a teoria à prática. Durante o mês promovemos passeios pedagógicos à nossa horta e eles demonstraram muito interesse e entusiasmo em acompanhar o desenvolvimento das mudas”, comentou a diretora Mirela Lopes de Arruda.


