Bolsas da UEL injetam R$ 2,2 milhões por mês na economia
Universidade recebe cerca de R$ 5 milhões para custeio de pesquisas; parte dos insumos são comprados na região
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 17 de setembro de 2019
Universidade recebe cerca de R$ 5 milhões para custeio de pesquisas; parte dos insumos são comprados na região
Nelson Bortolin - Grupo Folha 

Além dos benefícios diretamente relacionados ao ensino, pesquisa e extensão, os projetos de iniciação científica, mestrado, doutorado e pós-doutorado da UEL (Universidade Estadual de Londrina) resultam em renda para a cidade e região. As 1.502 bolsas concedidas hoje na instituição somam R$ 2,2 milhões por mês. É mais que a folha de pagamento da maioria das empresas da cidade.
Além disso, como ressalta o pró-reitor de Pós-Graduação, Amauri Alfieri, a universidade recebeu neste ano R$ 5,5 milhões do Proap (Programa de Apoio à Pós Graduação da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), do governo federal.
Um pedaço dessa riqueza, que já vem encolhendo nos últimos anos, deverá sofrer um corte maior em 2020. A UEL estima que vai fechar 2019 com 25% menos recursos para bolsas vindos do âmbito federal. São mais de R$ 500 mil que deixam de circular mensalmente na economia local.
As bolsas variam de R$ 400 - para alunos da graduação - até R$ 4.400 para os de pós-doutorado. Além da Capes e do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), a UEL conta com 338 bolsas da Fundação Araucária, ligada ao governo do Estado. “Não sabemos o que vai acontecer se realmente o governo fizer os cortes que estão na proposta de orçamento para o ano que vem”, diz o pró-reitor.
Nesta semana, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, anunciou R$ 600 milhões a mais para a Capes. Mesmo que cumpra a promessa e inclua o valor na proposta que está no Congresso Nacional, o orçamento do órgão ainda ficará 28% menor que o deste ano. No caso do CNPq, o corte é bem pior, 91%.
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