Arrigo Barnabé de passagem
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terça-feira, 09 de abril de 2019
Marian Trigueiros - Grupo Folha 
Este ano, ao menos dois trabalhos sobre vida e obra do compositor e ator londrinense Arrigo Barnabé estão a caminho. Um deles, o documentário de longa metragem “Amigo Arrigo”, do diretor Alain Fresnot, que estreia no primeiro semestre.
Ainda em meados de junho, será lançado “No Fim da Infância”, primeiro livro de Arrigo que reúne nove textos autobiográficos escritos por ele. São memórias publicadas originalmente na revista Piauí, no site da revista, e também na revista de psicanálise Calibán, nas quais recupera episódios curiosos sobre sua infância e juventude, revela bastidores de algumas de suas criações musicais e suas transgressões. O livro será publicado pela Grafatório Edições, de Londrina, com organização do jornalista Felipe Melhado.
Outro trabalho recente com a participação de Arrigo é “Passagem Secreta”, longa-metragem de ficção, dirigido por Rodrigo Grota, que acabou de ser rodado em Londrina e tem estreia prevista para o segundo semestre deste ano. Nele, o ator é protagonista da trama interpretando Rui, dono de um parque de diversões e uma espécie de inventor misterioso.
Durante sua estada por Londrina para as gravações do filme, em que também há participação de sua filha Stella Rea Barnabé, Arrigo conversou com a reportagem da FOLHA e falou sobre a experiência do cinema.
“Neste momento de vida, meu encontro pessoal e de prazer tem sido mais com a atuação e interpretação que com a composição”, revela ele, que ficou conhecido por sua inventividade sonora e poética no início da década de 1970 ao trazer uma nova proposta musical baseada na atonalidade e na dodecafonia.
Passagem Secreta - O roteiro de ficção, da produtora Kinopus, foi totalmente produzido e gravado em Londrina
Atonalidade - Distingue-se tanto da música modal quanto da tonal por não configurar um centro, por não girar em torno de uma tônica nas composições
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