Arquitetura urbana
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terça-feira, 02 de julho de 2019
Marcos Roman - Grupo Folha 
Responsável pelo projeto arquitetônico do palco flutuante do Lago Igapó I, a arquiteta Teba Silva Yllana se inspirou nas obras de Roberto Burle Marx para executar o trabalho realizado em 1995. O encanto despertado ao estudar o legado do paisagista brasileiro reconhecido mundialmente motivou a arquiteta gaúcha - que se autodefine como londrinense de coração - a realizar duas décadas depois uma ampla pesquisa sobre uma das mais famosas criações dele. Atuando como docente do departamento de Arquitetura da Universidade Estadual de Londrina (UEL), no mês passado ela defendeu com sucesso na Universidade Federal do Rio de Janeiro uma tese de doutorado sobre o Calçadão de Copacabana, remodelado pelo modernista em 1970.
Com 4,5 km de extensão, o Calçadão de Copacabana é um bem tombado nas instâncias estadual e municipal, e recebeu da Unesco o título de Patrimônio da Humanidade, passando a compor a Lista do Patrimônio Mundial. Londrina também tem seu Calçadão e faz dele, um de seus cartões-postais. Há dez anos, o desenho geométrico do Calçadão de Londrina que evocava traços da cultura indígena da tribo Kaingang começou a ser substituído com a troca do piso de petit pavé por blocos de concreto. A medida é criticada pela arquiteta Teba Yllana, docente da UEL que acaba de estudar a fundo o Calçadão de Copacabana. “A imensa maioria das alterações urbanas que ocorrem nas cidades brasileiras são decorrentes de decisões políticas e não técnicas, os órgãos públicos há muito perderam a excelência na qualidade dos serviços prestados”, argumenta a arquiteta.
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