A difícil missão de encontrar uma escola inclusiva
Preocupada em atender todas as situações que demandam atendimento especial, rede municipal de ensino conta com 400 professores de apoio e 1.084 educandos que precisam de atenção diferenciada
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terça-feira, 30 de abril de 2019
Preocupada em atender todas as situações que demandam atendimento especial, rede municipal de ensino conta com 400 professores de apoio e 1.084 educandos que precisam de atenção diferenciada
Walkiria Vieira - Grupo Folha 
Tratar igualmente os iguais e desigualmente os desiguais, na exata medida de suas desigualdades. É o que ensina o princípio da igualdade. Ou seja, pessoas colocadas em situações diferentes merecem ser tratadas de forma desigual. Isso é tratamento isonômico. Quando o assunto é educação, o município o trata de modo especial. Cada caso é um caso e o atendimento individualizado é uma das características do serviço dado aos que precisam de uma vaga nas escolas do município.
Cristiane Sola Rogério, Gerente de Apoio Especializado da Secretaria Municipal de Educação, explica que toda situação de inclusão é contemplada em Londrina. “Até mesmo casos temporários - quando da perda de um ente e a criança está emocionalmente abalada. Temos professores com formação em atendimento especializado, psicopedagogos e salas com recursos multifuncionais. O portador de necessidade especial, seja ela qual for, tem lugar nos centros municipais de educação infantil e escolas”, enfatiza Rogério.
Estimular e promover a independência no ambiente da escola está entre as finalidades do serviço de apoio especializado. “O que define a necessidade são as características individuais de cada aluno e o professor de apoio é um recurso educacional e não um recurso clínico”, observa. Com mais de 400 professores de apoio à inclusão, o número atual de educandos especiais atendidos é de 1.084 atualmente. “Mas ele muda constantemente porque há transferências de outros municípios e migração de escolas particulares.
Para dar conta do recado, parcerias completam a trabalho. Para os alunos com deficiência visual, há parceria com o Instituto Roberto Miranda, na região oeste. “Assim como APS Down, Ilece, Associação Flávia Cristina”, cita. As rampas de acessibilidade, o piso tátil, os banheiros e as portas da escola passam por adaptações. “Por meio do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE), todas as escolas estão cadastradas e a adaptação é gradativa”. Já as novas escolas são erguidas seguindo todo o projeto de acessibilidade. “Nossos esforços são diários e estamos vencendo as barreiras físicas e mas as atitudinais, que dependem da atitude de cada um, essas vão além. A própria Constituição Federal aponta que para a necessidade de uma sociedade mais inclusiva”, reflete.
Ao mesmo tempo, Rogério comemora conquistas recentes em 2019: “Em fevereiro deste ano, o Ministério Público encaminhou uma recomendação para que as escolas particulares, sinalizando a importância da inclusão. É positivo, pois a famílias precisam ter opção. “Outra conquista é o resultado de nosso trabalho de Avaliação de Necessidades Especiais na Educação. Uma força-tarefa com uma equipe interna mais profissionais da Secretaria de Educação trabalham logo no início do ano e - no decorrer, para identificar possíveis necessidades no aluno.” Se há dificuldade de aprendizagem, o aluno receberá apoio pedagógico como aulas no contraturno para reforço. Se há dificuldade de adaptação ou comportamental, a avaliação reconhece a necessidade e é feita uma devolutiva para a família com a orientação. “Nem toda deficiência é visível e quanto antes o aluno recebe atenção, melhor. Só nesse ano, identificamos 380 alunos - desde o berçário, que apresentavam dificuldade e já recebem atendimento para a necessidade especial que possuem, como a deficiência intelectual”.


