Os leilões para as faixas de frequência do 5G pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) estão previstos para o primeiro trimestre de 2020. Por isso, a expectativa é que a oferta comercial da nova geração da rede móvel aconteça no final do ano que vem, afirmou Sérgio Kern, diretor do Telebrasil (Associação Brasileira de Telecomunicações). “Vai depender do plano de negócios de cada operadora”, ele ressalta.

“Temos que superar algumas dificuldades, que são grandes”, ele destaca. A instalação de antenas é uma delas, diz Kern. Segundo ele, o 5G vai exigir 4,5 vezes mais infraestrutura que o 4G, mas processos burocráticos podem travar a instalação de mais antenas. “Temos uma Lei Geral (das Antenas), mas a legislações municipais, em grande parte, são restritivas.” Londrina, por exemplo, não tem uma lei municipal que permite a instalação de antenas desde 2015, quando a lei 8.462/2001, que dispunha sobre as normas para instalação desses equipamentos, foi revogada devido à aprovação de uma nova Lei de Uso e Ocupação do Solo (12.236/2015).

Os altos tributos que incidem sobre o setor também são apontados pelo diretor do Telebrasil como um entrave ao 5G. Além disso, para Kern, é preciso haver um cenário econômico que motive o investimento no País. “Para implementar uma infraestrutura que é cara, tem que ter motivação.”

Para José Otero, vice-presidente da 5G Americas para a América Latina e Caribe, opina que serão necessários maior capilaridade de fibra ótica, um marco legal que minimize os processos burocráticos e mais espectro alocado pelo governo para a implantação do 5G no Brasil. Além disso, na visão de Otero, falta lógica na estratégia comercial das operadoras para o lançamento da nova rede.

Anatel - É uma agência reguladora, vinculada ao Governo Federal. A ela compete, entre outras atribuições, a regulação do setor de telefonia, tanto fixa quanto celular.

Frequência 5G – É a quinta geração de internet móvel e representa a futura geração de telecomunicação móvel.

Imagem ilustrativa da imagem 5G deve chegar ao Brasil entre final de 2020 e 2021
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