A turma dos fãs do samba, funk e rock comandada pelo cantor e compositor Skowa acaba de apresentar sua mais nova safra: o Zoo, grupo que chega de olho na parcela da soul music brasileira que está abrindo brechas no mercado fonográfico. Formado por instrumentistas calejados, em 95, quando o vocalista Sal ainda acompanhava Skowa, o Zoo lança o CD de estréia pela Excelente/Abril Music.
O grupo mistura funk, soul e rock, com bom instrumental, em músicas leves, propícias às paradas de sucesso. O primeiro disco, homônimo, está recheado de hits, para alegria dos programadores de FM. ‘‘A gente procura mostrar as influências da diversidade que vivemos’’, lembra o baterista Guto Maradei, ressaltando que o guitarrista Felipe trabalhou com jingles, o vocalista Sal veio da escola do soul, o baixista Jeffa tocava rock, e ele mesmo acompanhava cantores diversos - nos últimos tempos havia embarcado no jazz.
Com toda essa cancha, os músicos do Zoo não decepcionam, mas também não aprofundam. O disco é descontraído, com bom suingue, mas não ultrapassa a diversão. E é exatamente esta a proposta: ‘‘Temos uma formação heterogênea e, ao mesmo tempo, queremos fazer um som pop que possa ser leve, bem curtido, com uma certa densidade de nossas experiências’’, comenta Guto.
Entre as várias influências, o baterista cita George Clinton, James Brown e Djavan. ‘‘É um som alegre, para cima, que faz as pessoas dançarem, com um instrumental que retrata nossa formação’’, acrescenta.
O CD traz dez músicas, parte delas com refrão marcante e scat singing de Sal, com ritmo bem marcado no acento funk das guitarras. As melodias ainda passeiam pelo reggae e baião. Enquanto define o calendário de shows, o Zoo já incursiona por composições que devem preencher o próximo disco, ainda sem data para sair.

mockup