Zona norte ganha o colorido do graffiti
Festival de Graffitti começa na avenida Saul Elkind, mas vai ter atividades em vários pontos da Londrina
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 24 de outubro de 2019
Festival de Graffitti começa na avenida Saul Elkind, mas vai ter atividades em vários pontos da Londrina
Walkiria Vieira - Grupo Folha 
A produção artística de grafiteiros experientes já começa a renovar o Centro Cultural Lupércio Luppi, onde estão instaladas a biblioteca e a escola de circo, na avenida Saul Elkind, região norte de Londrina. Uma das propostas do evento é promover a troca de informações e está funcionando. O artista Vejam é um dos convidados do evento. De Florianópolis, o grafiteiro soma 20 anos de experiência. "Compartilhar experiências acrescenta para todos na evolução do trabalho e para o coletivo", pensa.

Enquanto os artistas transformam, muitas pessoas observam. O ponto de ônibus em frente ao espaço ganhou uma atração e tanto - são dezenas de artistas produzindo. A caminho do curso de artesanato, dona Mariza dos Santos Cardoso, 64 anos, admira: "Fico pensando como podem pintar assim". O estudante Pedro Henrique, 16 anos, mora nas proximidades. "Tenho curiosidade e agora a cidade vai ficar mais bonita".
O Centro Cultural Lupércio Luppi é só o começo, pois nos próximos dias, haverá mais ações pela cidade e a maior intervenção está programada para o fim de semana, no muro do Cemitério São Pedro, na avenida Rio de Janeiro, área central de Londrina. O artista paulistano Striker Feno assina um dos trabalhos do Centro Cultural. Escolheu a imagem do pintor espanhol Salvador Dalí. "Como um dos espaços é a escola de circo, a irreverência de Dalí, que é uma de suas marcas, foi a minha escolha." No graffiti há 12 anos, Feno já imprimiu sua arte em Santiago, no Chile e em estados como São Paulo e Rio de Janeiro. "O graffiti a cada dia ganha mais reconhecimento e as pessoas estão mostrando isso".

Do Surrealismo de Dalí para o cotidiano, a arte convida as pessoas e as faz refletir ali, diante das obras que colore e dão vida às paredes. O DJ Marcelo Sapão participa da ação. A proposta é que o evento tenha uma trilha sonora. "Pelo segundo ano fazemos uma discotecagem eclética e alternativa: reggae, rock, rock e hip hop - todos esses elementos se encaixam na arte de rua.

Serviço:
5º Festival de Graffiti
Quando – até 27 de outubro
Gratuito
*A lista completa dos artistas que participam do evento pode ser conferida na internet


