A produção artística de grafiteiros experientes já começa a renovar o Centro Cultural Lupércio Luppi, onde estão instaladas a biblioteca e a escola de circo, na avenida Saul Elkind, região norte de Londrina. Uma das propostas do evento é promover a troca de informações e está funcionando. O artista Vejam é um dos convidados do evento. De Florianópolis, o grafiteiro soma 20 anos de experiência. "Compartilhar experiências acrescenta para todos na evolução do trabalho e para o coletivo", pensa.

Mulheres em ação: Joyce de Sousa grafitou a líder feminista Malala
Mulheres em ação: Joyce de Sousa grafitou a líder feminista Malala | Foto: Natália Perezin/ Divulgação

Enquanto os artistas transformam, muitas pessoas observam. O ponto de ônibus em frente ao espaço ganhou uma atração e tanto - são dezenas de artistas produzindo. A caminho do curso de artesanato, dona Mariza dos Santos Cardoso, 64 anos, admira: "Fico pensando como podem pintar assim". O estudante Pedro Henrique, 16 anos, mora nas proximidades. "Tenho curiosidade e agora a cidade vai ficar mais bonita".

O Centro Cultural Lupércio Luppi é só o começo, pois nos próximos dias, haverá mais ações pela cidade e a maior intervenção está programada para o fim de semana, no muro do Cemitério São Pedro, na avenida Rio de Janeiro, área central de Londrina. O artista paulistano Striker Feno assina um dos trabalhos do Centro Cultural. Escolheu a imagem do pintor espanhol Salvador Dalí. "Como um dos espaços é a escola de circo, a irreverência de Dalí, que é uma de suas marcas, foi a minha escolha." No graffiti há 12 anos, Feno já imprimiu sua arte em Santiago, no Chile e em estados como São Paulo e Rio de Janeiro. "O graffiti a cada dia ganha mais reconhecimento e as pessoas estão mostrando isso".

Festival de Grafitti que começou na avenida Saul Elkink vai terminar domingo no muro do Cemitério São Pedro
Festival de Grafitti que começou na avenida Saul Elkink vai terminar domingo no muro do Cemitério São Pedro | Foto: Ricardo Chicarelli

Do Surrealismo de Dalí para o cotidiano, a arte convida as pessoas e as faz refletir ali, diante das obras que colore e dão vida às paredes. O DJ Marcelo Sapão participa da ação. A proposta é que o evento tenha uma trilha sonora. "Pelo segundo ano fazemos uma discotecagem eclética e alternativa: reggae, rock, rock e hip hop - todos esses elementos se encaixam na arte de rua.

O Centro Cultural Lupércio Luppi ganhou cores e formas  graças ao trabalho do coletivo que reúne vários artistas
O Centro Cultural Lupércio Luppi ganhou cores e formas graças ao trabalho do coletivo que reúne vários artistas | Foto: Ricardo Chicarelli

Serviço:

5º Festival de Graffiti

Quando – até 27 de outubro

Gratuito

*A lista completa dos artistas que participam do evento pode ser conferida na internet

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