A imprensa subterrânea
Nelson Sato
Fanzines viciam, no bom sentido. Tem gente que coleciona exemplares. Tem gente que lê, tira xerox e passa para a frente. Tem gente que se inspira na idéia e começa a produzir suas próprias publicações.
Os títulos proliferam e continuam estimulando o cérebro da garotada, talvez mais do que 99% do que sai publicado por aí nas revistas lançadas pelas grandes editoras e destinadas ao público jovem.
Se o primeiro boom dos fanzines no Brasil - ocorrido na década passada - revelava os subterrâneos do movimento punk, hoje sua difusão é marcada pela diversidade de assuntos. Cabe de tudo em fanzine: música, quadrinhos, seriados de TV, moda, comportamento, política, esporte, culinária etc.
Segue uma amostra de edições recentes - a maioria sobre música - que chegaram à redação da Folha Jovem.
ReproduçãoGrapete
Uma entrevista com o grupo Pato Fu, um texto sobre o poeta ‘‘maldito’’ francês Baudelaire e mais artes visuais, quadrinhos e frases avulsas impagáveis (como ‘‘Não pense só naquilo/Pense acompanhado também’’) tentam capturar o leitor neste que é um dos poucos fanzines editados no país por uma garota. Está no número 5. A capinha, como vocês podem perceber, é uma das mais caprichadas que já circularam por aí. Peça para Thais Aragão, que avisa: mande selo para resposta e cite a fonte. Aproveite, mas não abuse do undergroud. O endereço é: Caixa Postal, 2694 - Fortaleza - CE - CEP 60135-000.






ReproduçãoMuzika
Com capa colorida e papel couchê, essa publicação traz uma longa matéria sobre estúdios caseiros e profissionais de gravação. O restante das páginas abriga textos curtos (quase notas) que procuram destacar o rock progressivo, a new age e outras correntes de música instrumental. Entre os destaques figura um texto sobre o grupo alemão Freitburger Spielleyt, dedicado à música medieval executada com instrumentos de época e sintetizadores. Cartas para Vitelli à Rua Tenente Silveira nº 200 - Ed. Atlas - sala 501 - Florianópolis - SC - CEP 88010-300. Fone/fax (048) 223-6494.

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