Zé Nogueira e Guinga, bem de perto
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 27 de outubro de 2009
Claudio Yuge<br>Equipe da Folha 
O Brasil é tão grande e culturalmente rico que fica a cada dia mais difícil contemplar e compreender a diversidade da arte produzida por aqui. Foi pra dar uma mãozinha nesse sentido que surgiu em 2006 o projeto Circular BR, que mais uma vez passa por Curitiba e nesta quinta-feira reúne o saxofonista Zé Nogueira e seu grupo pela primeira vez no mesmo palco ao lado do compositor e violonista Guinga.
Nesta sexta edição, o Circular BR, projeto da Petrobras Distribuidora, reúne músicos e convidados em 12 shows por Aracaju, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Curitiba. Zé Nogueira Quarteto, com a participação de Guinga, abre a série de concertos que passa pelo Paraná até o final do ano. Estão previstas também apresentações de Luciana Rabello e Maurício Carrilho Quarteto, com participação de Déo Rian, no dia 15 de novembro; e de Marcel Powell Trio, com Victor Biglione, previsto para 13 de dezembro, sempre no Teatro Paiol.
Esse é um projeto interessante porque te leva a lugares que você normalmente não teria sido chamado. Lugares distantes como Aracaju, exemplifica Zé Nogueira. O saxofonista carioca é músico profissional desde os anos 70 e já atuou ao lado de nomes consagrados da música popular brasileira, como Chico Buarque, Djavan, Zizi Possi, entre outros.
Em seu mais recente trabalho, Carta de Pedra - A Música de Guinga, lançado no ano passado, Zé Nogueira fez uma homenagem a Guinga, dentista e músico que assinou diversas composições famosas, gravadas por gente como Elis Regina (Bolero de Satã) e Chico Buarque. O Guinga é um dos grandes compositores que nós temos. Ele tem uma obra fantástica e é legal poder tocar com ele. As pessoas vão poder ouvir versões da música dele com ele mesmo tocando, comenta.
Além de apresentar a diversidade musical do País, o projeto tem também um sabor especial para os artistas. A gente sempre quer tocar onde o público está. Esse intercâmbio é bom porque temos contato com um público diferente. É bom alguém te ver pela primeira vez, alguém te ver de perto, diz Zé Nogueira.


