''Young Justice'' é destaque na temporada de animações
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quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
Claudio Yuge <br> Equipe da Folha 
Desde que ''Justice League Unlimited'' (JLU) terminou nenhuma outra animação na tevê levou tão a sério a construção da história e de um universo de super-heróis fora de sua mídia original, as histórias em quadrinhos. Bem, até agora. ''Young Justice'', nova aposta da Warner Bros/DC Comics, estreou no final do ano nos Estados Unidos e vem sendo muito comparada a JLU, com potencial de superar os desenhos dos chamados ''personagens de primeira linha''.
Antes de mais nada, é preciso lembrar a razão que levou ''Justice League Animated'' (JLA) e JLU a ser um sucesso. Ambas as produções podem ser consideradas o ápice do que foi construído a partir de ''Batman Animated'' e ''Superman Animated'', com o belo trabalho do criador e produtor Bruce Timm. Houve uma evolução em termos de conceito para entretenimento infanto-juvenil quando Timm impregnou uma visão mais densa em termos de profundidade de histórias e personagens.
Na última temporada de ''Batman Animated'', por exemplo, Batman deixou pra trás suas primeiras versões mais ''alegrinhas'' e se tornou muito calado, como é na verdade, nas revistas. O primeiro Robin cresceu, o tempo passou, enfim, a história evoluiu em outra mídia. O mesmo aconteceu com JLA e JLU, que chegou a gerar uma realidade paralela de histórias, sem agredir as características básicas de cada personagem.
Apesar do sucesso de público e crítica, o conglomerado sentiu falta de propor versões mais ''light'' de seus personagens para um público que não costuma seguir a cronologia das revistas. Afinal de contas, a rival Marvel Comics também começava a emplacar novas versões de Homem de Ferro, Homem-Aranha, X-Men e, mais recentemente, os Vingadores e versões mirins, a exemplo de ''Super Hero Squad'', com certa prioridade após a compra da Marvel pela Disney.
Assim, a Warner decidiu fazer dessas ''propostas mais sérias'' os home videos que dão uma roupagem mais ampla sem deixar de lado a alta fidelidade aos conceitos básicos dos personagens e sagas. Como exemplos, ''First Flight'', do Lanterna Verde; ''Crisis in Two Earths'', ''Batman: Under the Hood'' ou, em breve, ''All-Star Superman''. Por outro lado, na tevê, seguiram as propostas ''light'', com ''Teen Titans'' e ''Batman: The Brave & The Bold''.
Então, ''Young Justice'' vem justamente para ''fazer o meio-de-campo''. A animação foi criada sob a supervisão dos produtores Greg Weisman (de ''Gargoyles'' e ''The Spetacular Spider-Man'') e Brandon Vietti (''Batman: The Brave & The Bold'' e ''Batman: Under the Hood''). A ideia é mostrar o crescimento dos heróis mais jovens, que não são mais ''teen'' mas ainda não são maduros o suficiente para estar na Liga da Justiça.
A série começa quando Robin (Dick Grayson), Kid Flash (Wally West), Aqualad (Kaldur'ahm, personagem criado especialmente para a série de tevê, incorporado também ao universo DC impresso) e Ricardito (Roy Harper) são ''promovidos''. Ricardito, no entanto, não suporta ser tratado como sidekick e deixa o grupo logo no início do primeiro episódio.
Em seguida, Robin, Kid Flash e Aqualad se envolvem em uma trama que vai trazer os outros componentes iniciais do grupo, Superboy (Conner Kent), Miss Martian e Artemis. Eles passam a operar como uma espécie de time de operações secretas, comandado por Batman, com auxílio do Tornado Vermelho e da Canário Negro.


