Sem contraindicação, a prática de yoga é para todos. "Não precisa ser zen, vegetariano ou alongado", é o que explica a instrutora de Hatha-Yoga e yoga para gestantes Isadora Pellegrini, que desde a sua primeira gestação, à espera de Dom, hoje com 4 anos, se dispôs a aprender sobre esse conhecimento milenar e notou os benefícios que a atividade proporciona. "Ele te transforma. Eu era ansiosa, não parava para respirar, me olhar, vivia na correria e quando engravidei, quis encontrar essa conexão comigo. Fui estudando, praticando, conhecendo e vendo que era uma possibilidade, uma ferramenta também para e dividir com mais pessoas”, reconhece.

Assim, a experiência como aluna foi um divisor de águas para Isadora. Dar aulas foi também uma descoberta para uma nova forma de trabalho e vida. "Não é só a prática física, mas uma maneira de se relacionar com o outro, com o mundo, pois o yoga te traz para o teu centro e isso ajuda até na educação dos filhos". “Minha professora, a Cleonice Zanutto, realiza um trabalho muito especial no yoga que é o de trazer o pai para a vivência da maternidade - para que construam juntos o momento da recepção, se preparem e criem confiança a dois. Foi assim que meu marido Álvaro de Oliveira, também começou. Ele é psicólogo e dedica-se à Kundalini, uma outra prática de yoga".

Isadora e Álvaro são pais também de Joaquim, de um ano e sete meses. Diante de todos os aspectos positivos que o yoga trouxe para sua vida e com o incentivo da professora Cleunice Zanuto, Isadora Pellegrini, se viu diante de uma descoberta. “Ficamos zen, mudamos hábitos, começamos a nos satisfazer com outras coisas e descobrimos que somos a chave para tudo”, ensina.

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. | Foto: Divulgação

Pandemia: uma nova possibilidade de praticar yoga

Até antes da pandemia, a professora focava suas aulas apenas no sistema presencial. “Já usávamos o Instagram como meio de comunicação, mas a nossa rotina de aulas não permitia gravar aulas e, o que até então era um segundo plano, nesses dias tornou-se a ferramenta principal”. Ela conta que logo no primeiro dia da pandemia ela e Álvaro começaram a pesquisar ferramentas como zoom e hangouts. “Começamos junto com a quarentena a fazer as transmissões online e conseguimos alcançar pessoas de outras cidades, estados e temos alunos praticando yoga em Londres”, diz. Os planos são de 10 aulas dentro do mês e nesse período os alunos têm feito, pelo menos, duas aulas na semana. “Estão praticando mais, buscando mais ferramentas para enfrentar a crise e como estamos focados a ficar dentro de casa, a prática do yoga tem permitido que nos encontremos de uma modo mais sútil. Todo mundo junto em videoconferência", explica.

Das aulas presenciais às virtuais, não foi um pulinho. Surgiu como necessidade e são propostas diferentes. Isadora esclarece ainda que a imagem de contorcionismo que alguns possuem do yoga pode impressionar e causar certo distanciamento. Assim como a de uma atividade elitizada. “Ninguém nasce assim, se existe um parâmetro visual inatingível, é preciso rompê-lo. Respirar longo e profundo traz uma tranquilidade física e mental que beneficia a todos e nos coloca em contato com o que é essencial, como ser integrante do planeta. "É importante encontrar um professor que ajuste suas necessidades para começar do começo. Todo mundo consegue", incentiva.

Outra forma de prática exaltada por Pellegrini é o yoga ao ar livre. “O projeto 'Yoga no Parque Londrina' serve também para romper barreiras, valorizar espaços públicos e estar em contato com pessoas. Londrina ascendeu nesse aspecto, estamos alcançando mais pessoas e bem conectados”, expõe. O projeto deve voltar quando o risco da epidemia passar e os parques forem de novo liberados.

Mais informações:

@estudiowahyoga

@yoganoparquelondrina

Instrutora Isadora Pellegrini: (43) 9 9922 6056

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