Yamandu Costa, sempre novo
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sexta-feira, 26 de junho de 2009
Francismar Lemes<br> Reportagem Local 
Depois de três anos, Yamandu Costa volta para novo show em Londrina, hoje à noite, no Teatro Ouro Verde. ''Estou levando a Londrina coisas bem novas, algumas fiz na semana passada. Uma delas não tem nem nome. Vou apresentar 'Valsa D'Angela', que fiz para a esposa de um amigo na França. Sobre o repertório que apresentarei aos londrinenses é uma pergunta que me fiz, mas acabo definindo mesmo um pouco antes de subir ao palco'', conta Yamandu, notório não só pelo virtuosismo, mas também pelo improviso.
Improvisação que para ele é tão natural, acreditando que ao tocar nunca fará sempre da mesma maneira, já que está sempre em busca de novas sensações.
Com um trabalho eclético e tocando em vários festivais, ele aproveita que está de cara para a globalização, explorando cada cantinho do universo musical. ''No ano passado, eu estive em todos os continentes e entrei em contato com gente de todos os lugares, o que faz a minha música também ter influências regionais diferentes. A minha grande inspiração, fora o violão, é eu ouvir música de uma maneira geral'', afirma o músico.
Filho da cantora Clari Marson e do trompetista e violonista Algacir Costa, líder do grupo ''Os Fronteiriços'', Yamandu cresceu imerso em música, mas ainda não se sente seguro em outras invernadas, como trilhas para cinema.
Ele diz que já recebeu convite, mas considera não estar pronto para o desafio. ''Para aceitar um projeto é preciso ter um estudo. Não é só colocar música em um filme. É preciso ter consciência. Até agora não conversei com um cineasta que desse certo'', revela.
Padrão de exigência que Yamandu também transfere ao público brasileiro, que ainda reserva um nicho para o instrumental. ''Separar a música instrumental é uma cultura latino-americana. É de um preconceito de quem nunca ouviu música instrumental. O que é instrumental? Mozart? Isso vem de preguiçosos, gente que nunca ouviu música. Quando a gente fica do tamanho certo para ouvir a música consegue valorizar os vários gêneros'', afirma Yamandu, que nos próximos dias faz show na Lituânia, depois na Itália, volta para o Brasil e ainda se apresenta este ano com a Orquestra de Paris.
SERVIÇO
- Yamandu Costa
Quando - Hoje, 21h
Onde - Teatro Ouro Verde
Quanto - R$ 50 (estudantes e aposentados pagam meia-entrada) e R$ 40 para clientes Unimed
Ponto de venda - Ala nova do Catuaí Shopping Center, das 14h às 22h. No sábado, a bilheteria do Teatro Ouro Verde será aberta a partir das 10h. O show faz parte da programação do Universo Unimed 2009, que tem o objetivo de trazer à cidade atrações nacionais e internacionais da dança e da música clássica, instrumental e popular


