O artista plástico Paulo Menten explica que a xilogravura começou a ser praticada na China, no começo do primeiro milênio. A partir da descoberta da tinta à base de água, as gravuras eram impressas manualmente em papel de arroz. Gradativamente a xilogravura começou a ser usada para confeccionar matrizes para estampar tecidos e cartas de baralho.
Na Idade Média, a técnica passou a ser utilizada para fazer santinhos de santos católicos, uma forma de se comunicar com a imensidão de analfabetos da época. Modo de uso da xilogravura que, bem mais tarde, também acabou por influenciar a arte de cordel do Nordeste brasileiro. Na Idade Média também se iniciou a gravura em metal para adornar espadas e capacetes.
Com o tempo, a xilogravura foi conquistando o espaço de categoria artística, auxiliando no registro do desenho. O ponto mais alto da utilização da técnica aconteceu durante o expressionismo alemão. A gravação em metal foi destaque na Renascença. Hoje em dia há prensas de até 3 toneladas de pressão.
''Acho importante que as pessoas percebam o que é a xilogravura para o artista. Ele tem que tirar tudo para deixar o traço, a imagem ao reverso. Isso exige um alto senso de composição e harmonia'', afirmou. ''A xilogravura causa uma revolução na cabeça que todo o artista deveria experimentar como enriquecimento instrumental do trabalho'', acrescentou. (A.P.N.)

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