Nelson Sato
De Londrina
Se David Bowie escorrega em seu novo disco, Sting tropeça feio também em Brand New Day (Universal). O novo álbum do sujeito começa bem com ‘‘A Thousand Years’’, uma balada climática bastante propícia para a sua voz suave, mas depois descamba de faixa para a faixa incursionando por uma espécie de world music postiça.
O resultado desestimula uma segunda audição. Nem os convidados ilustres levantam faixas como ‘‘Full Her Up’’ (com participação nos vocais de James Taylor), ‘‘Perfect Love’’ (trompete de Branford Marsalis) e ‘‘Brand New Day’’ (harmônica de Stevie Wonder). O repertório foi gestado, aos poucos, durante 1 ano.
Sting compôs primeiro as melodias, e depois inseriu as letras. Pensou em batizar o disco de ‘‘Os Amantes’’, pela temática abordada nas canções. Mudou para ‘‘Um Dia Novo em Folha’’ quando já estava finalizando o trabalho. Ao longo do material, ele envereda pela música árabe, funk-jazz e até bossa nova (numa divisão rítmica corrompida).
O Brasil entra também como referência na canção ‘‘Tomorrow We’ll See’’, em que homenageia os travestis pátrios residentes em Paris. A música é melancólica. Foi inspirada num documentário sobre eles produzido por sua mulher, Trudie Styler, exibido com grande audiência na rede de televisão britânica BBC 2 em 1994.
As alusões à terrinha vêm de sua antiga militância ecológica em favor dos índios e das matas da Amazônia. Ele, aliás, continua mandando dinheiro para a causa através da Rain Forest Foundation. Mas apesar da boas intenções, seu novo disco lembra o título de uma música que gravou em português anos atrás: ‘‘fragilidade‘‘.O cantor e compositor Sting traz referências brasileiras no novo álbum Brand New Day
ReproduçãoSting: cantor homenageia travestis brasileiros em seu novo discoReproduçãoNovo disco traz baladas e canções híbridas que combinam música árabe, jazz, funk e até bossa nova

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