A relação entre o corpo e a mente é o foco de pesquisa do método Body-Mind Centering (BMD), técnica nova de curso que está sendo aplicado em Londrina no Festival de Dança, que encerra-se neste domingo. Elaborado há 31 anos pela terapeuta ocupacional norte-americana Bonnie Bainbridge Cohen, o método conquistou americanos e europeus, e conta com escolas de formação de profissionais. Depois de dez anos na Alemanha estudando o BMC incluindo sua formação na escola nos EUA , há um ano a bailarina Adriana Almeida retornou ao Brasil e está ensinando o método através de workshops e grupos de estudo.
''O objetivo do método é o estudo do movimento baseado na anatomia tradicional, na fisiologia, mas também nas sensações emocionais das diferentes partes do corpo. É a educação e terapia do movimento somático que engloba a análise do movimento e sua reeducação'', explicou Adriana. Dessa maneira, toda a estrutura óssea, orgânica, fluida, endócrina e nervosa são consideradas como fundamentais para as reações do corpo.
Segundo Adriana, a aplicação do BMC é bastante ampla, dependendo da bagagem individual. Bailarinos, atores e fisioterapeutas são os que mais procuram conhecer o BMC, que tem tido forte influência na dança contemporânea. ''O BMC proporciona a melhora da qualidade da prática do movimento, pois engloba os níveis anatômico e fisiológico. Cada movimento tem o seu jeito de se expressar e ter consciência disso ajuda a sua reorganização'', afirmou. Ela também destacou que o método também pode ser usado em recém-nascidos, com grandes benefícios principalmente para o apoio e desenvolvimento motor no primeiro ano de vida da criança, quando está havendo o amadurecimento neurológico.
Por centralizar-se no ''corpo-mente'', o Body-Mind Centering explora a idéia de que o jeito que cada pessoa se move reflete o seu padrão mental e vice-versa.''É um contínuo diálogo entre a consciência e a ação e precisamos estar atentos a isso. Parafraseando uma citação da fundadora do método 'é como se o vento fosse a mente e a areia, o corpo. Para descobrir de onde está vindo esse vento, você teria que olhar para a areia''', destacou Adriana.
A bailarina também comenta que o BMC é recomendado para pessoas que estão estressadas. ''O corpo é a casa das emoções e temos que aprender a relaxar, a se permitir relaxar. Conseguir trazer a atenção interna para o seu próprio benefício.'' Nas sessões de BMC, estão incluídas trabalhos de manipulação, movimento, imagem experencial e ilustrações de modelos anatômicos, com amparo de jogos ludícos e diálogo.
Além da formação clássica de balé, Adriana já trabalhou como coreógrafa e professora de dança de diversas companhias do Brasil como Balé da Cidade de São Paulo, Ópera Paulista e Ballet Stagium. A partir de 1993, trabalhou com companhias da Alemanha, mais na linha de dança-teatro. Depois da sua formação dentro do Body-Mind Centering, Adriana passou a dar aulas para atores, bailarinos e atores deficientes no exterior. Mais informações pelo site www.estudiodemovimento.com.br.

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