Woody Allen estreia na direção de ópera
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quarta-feira, 03 de julho de 2019
Agências de notícias 
Milão - O diretor americano Woody Allen estreiará no templo da música lírica italiana, o Scala de Milão, como diretor da ópera "Gianni Schicci", de Giacomo Puccini, em um momento em que sua imagem ainda está ofuscada por antigas acusações de abuso sexual. A obra, que já foi montada em Los Angeles em 2008, será apresentada de 6 a 19 de julho. Allen conta no elenco com os estudantes da Academia do Scala, o barítono italiano Ambrogio Maestri e o diretor de orquestra húngaro Adam Fischer.
"Tinha curiosidade em ver como os estudantes iam gerir as dificuldades para interpretar uma ópera cômica. Fiquei impressionado. Fizeram um trabalho incrível", afirmou o cineasta de 83 anos, em coletiva de imprensa. Woody Allen disse que foi contatado por Plácido Domingo para montar a ópera, mas que o barítono levou dez anos para convencê-lo. "Eu não sabia se tinha a capacidade de dirigir algo assim, fiz filmes e um pequeno teatro", confessou o diretor de filmes como "Manhattan" e "Annie Hall".
"É muito diferente dos filmes", admitiu. (France Presse)
Fãs abrem processo
Orleans ( França) - Três associações de fãs franceses de Michael Jackson vão levar na quinta-feira (4) à justiça as testemunhas do documentário "Leaving Neverland", acusando-as de atacar "a memória de um homem morto". No documentário, exibido pela HBO, Wade Robson e James Safechuck afirmam ter sido vítimas de agressões sexuais repetidas vezes pelo artista quando eram menores de idade, em sua mansão perto de Los Angeles. As acusações foram negadas pelo próprio cantor em vida. Jackson nunca foi condenado por esses eventos. Uma década após a morte da estrela, as acusações de pedofilia levaram várias estações de rádio, no Canadá, na Austrália ou na Nova Zelândia, a não tocar as canções de Michael Jackson.
Falando de um "linchamento", Emmanuel Ludot, o advogado dos fãs franceses, estima que os dois homens "são responsáveis por um dano grave e caracterizado contra a memória de um homem morto", segundo o texto de citação judicial. "O ídolo é acusado de atos de pedofilia e de ter organizado um casamento com uma criança", continua o texto, que menciona "acusações gravíssimas" e uma violação da presunção de inocência. "A imagem do falecido está danificada, assim como a de toda a comunidade de fãs de Michael Jackson", estima Ludot. As três associações, Michael Jackson Community, MJ Street e On the line, reivindicam, cada uma, um euro simbólico perante a corte da cidade de Orleans, no centro do país, onde as associações se baseiam. A audiência está marcada para quinta-feira, às 4 horas (hora de Brasília). (France Presse)
Fascinação pela Lua
Nova York - Uma exposição do Metropolitan Museum of Art, em Nova York, percorre 400 anos de representação da Lua, com ênfase na fotografia, uma arte que contribuiu para provocar o fascínio do público por este astro. A exposição "A musa de Apollo: a Lua na era da fotografia", abre suas portas nesta quarta-feira (3), dias antes do 50º aniversário do pouso da Apollo 11 no nosso satélite natural.
Mas ainda que a viagem de 1969 seja o auge da exposição, esta remonta a 1610 e ao tratado de astronomia de Galileo, o primeiro a reproduzir a Lua após observá-la com seu telescópio refrator.
"A Lua sempre foi um objeto científico e artístico, de observação e imaginação", explicou a curadora, Mia Fineman, durante a apresentação à imprensa da exposição, que vai até 22 de setembro. As fotos sempre alimentaram o imaginário do público e de artistas, romancistas, pintores e poetas. No alvorecer do cinema, Georges Méliès triunfou com "Viagem à Lua" (1902). (France Presse)


