Arquivo FolhaO chileno Firmino Diaz fez parte das tropas brasileiras que lutaram na Guerra do Paraguai (1864-1870). Tendo entrado para o exército imperial na condição de ‘‘benzedor’’, Diaz, após algumas vitórias significativas no campo de batalha, alcançou o cobiçado posto de coronel.
Registram as crônicas da época que Firmino Diaz possuía uma barba tão longa, mas tão longa, que literalmente arrastava no chão. Espessa e muito preta, dizem, nela mais de um inimigo foi estrangulado.
Tudo muito simples e eficiente: amarrada a uma árvore, a vítima de Diaz tinha o pescoço duas vezes enlaçado pela longa barba com a qual, a seguir, feito um torniquete-vil, o chileno comprazia-se em torturar o inimigo até a morte.
Debita-se a isso a expressão, corrente naqueles dias terríveis, usada na corte ou no campo de batalha, quando alguém desejava fazer valer compromisso, contrato, ou coisa que o valha:
- Pelas barbas de Diaz!
Ainda hoje, revela-me em carta, o meu amigo, o poeta Douglas Diegues, fronteriço de Pontaporã, a expressão pode ser ouvida naquelas plagas. E é mais, bem mais que uma advertência.
O príncipe bêbado

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