Wilmar Klein
Importados
Johnny Deep como William Blake em Dead Man, que o Telecine 2 exibe no sábadoÁlbuns recém-lançados lá fora e sem chance de sair por aqui (aí, mais uma vez, você fica refém da cotação do dólar ou da libra inglesa, se quiser ouvir algo que escape à banalidade):
- Eye of the Hunter primeiro CD solo de Brendan Perry, foi lançado nos EUA pela gravadora 4AD. Até que demorou: Lisa Gerrard, sua parceira no Dead Can Dance, tem já dois discos fora da banda: The Mirror Pool (de 95) e (em parceria com Pieter Bourke, do grupo Soma) Duality(editado no ano passado). Eye of the Hunter, a exemplo dos álbuns de Lisa, faz lembrar o som do DCD - ethereal.
- BBC Sessions CD duplo do Cocteau Twins com 30 faixas gravadas ao longo de 14 anos de visitas do grupo de Liz Frases à rádio londrina.
- Também da 4AD, Moon & The Melodies disco climático e relaxante que junta o Cocteau Twins ao compositor e músico ambient Harold Budd.
-Stone Roses Aniversary reedição em CD duplo dos álbuns da influente banda dos anos 80. O segundo CD inclui vídeos. Para os fãs do Stone Roses, imperdível.
- I Had Too Much to Dream, do Electric Prunes. Outra reedição, mas apenas em vinil. O Electric Prunes é a banda dos anos 60 que no filme Easy Rider (69), de Dennis Hopper, toca a música Kyrie Eleison, utilizada na cena em que Peter Fonda e Hopper viajam à base de LSD num cemitério. I had Too Much... foi o primeiro LP do grupo. Altos teores de psicodelia.
-* Dracula. Trata-se de uma nova trilha composta pelo veterano minimalista Philip Glass para o clássico de 1931, dirigido por Tod Browning e estrelado por Bela Lugosi. A peça é executada pelo magnífico Kronos Quartet.
Eisner no Brasil
Criador de Spirit, um dos mais cultuados personagens do universo das HQs, o norte-americano Will Eisner, 82 anos, estará no Brasil (pela sexta vez) nesta sexta-feira. Neste dia, a TV Senac exibe, às 20h30, a primeira das três partes do documentário inédito Will Eisner - Profissão Cartunista, dirigido pela carioca Marisa Furtado. O episódio, além de entrevista com o autor, traz depoimentos de artistas estrangeiros e nacionais (entre eles, Ziraldo e Maurício de Souza).
O quadrinhista aproveita a sua vinda para inaugurar, amanhã, a exposição No Espírito de Will Eisner instalada no Senac, em São Paulo - e lançar o livro O Último Cavaleiro Andante, uma adaptação de Dom Quixote, de Cervantes, editada pela Cia. Das Letras.
[Retr-Foto:CD 6 W 7]
Arquivo Folha
Johnny Deep como William Blake em Dead Man, que o Telecine 2 exibe no sábado
Homem morto
No sábado, às 23h15, no canal pago Telecine 2, uma reprise que merece atenção: Dead Man, de Jim Jarmusch (de Stranger than Paradise, Daunbailó, Mistery Train). À frente do elenco, Johnny Deep está ótimo no papel de William Blake, um jovem que no final do século passado viaja para uma cidadezinha do Oeste dos EUA, em busca de emprego. Envolvido na morte do filho do homem mais poderoso do lugar, Blake, com a ajuda de um índio versado em poesia inglesa, foge dos homens contratados para matá-lo (entre eles, um pistoleiro canibal hilário).
Faroeste rodado em preto-e-branco, Dead Man restaurou o prestígio de Jarmusch junto à crítica. Entre os vários atrativos do filme estão Robert Mitchum (que morreria pouco depois do término das filmagens), a excelente trilha composta por Neil Young e a presença do cantor Iggy Pop numa ponta.
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