WASTED ABRE A AGENDA DE SHOWS
Show com a banda Wasted Hoje, a partir das 22 horas, no Café Curaçao (41-224-6086 Rua Senador Xavier da Silva, 210, em Curitiba). Ingressos a R$ 5,00.A banda mostra hoje, em Curitiba, som pós 90, que chega ao 2000 pelo atalho dos anos 60
Mauro FrassonA Wasted aposta no pop e rock com melodia e letras mais subjetivas
L.C. Lobo
De Curitiba
A banda Wasted abre hoje, no Café Curaçao, em Curitiba, a agenda de shows de 2000. É o pop-rock curitibano do terceiro milênio, que tem ouvidos voltados ao passado, mas com atitude e olhos ligados no futuro. O grupo tem menos de seis meses de existência e, apesar da falta de experiência, já começa a formar seguidores entre os mais antenados.
Longe de se identificar com o saudável barulho, que é a marca registrada das bandas curitibanas dos anos 90, o Wasted aposta no pop e rock com melodia e letras mais subjetivas. Tendo em Beatles e outras bandas dos anos 60 a maior influência, aposta em vocalizações bem afinadas e instrumentação com pouca ou nenhuma distorção. Mas não é uma banda saudosista pois tem som pós-90, para não dizer 2000.
Como se vê e pode-se ouvir hoje à noite , o rock curitibano, além de fazer escola, está também diversificando suas tendências. Se o radicalismo tem seu ponto forte em bandas como Os Catalépticos (que vendeu mais de 6 mil cópias de um CD só lançado em Londres), ou Hecatomb (estilo metal, que acaba também de lançar seu CD), há outras maravilhas como Relespública (também com referências dos anos 60, mas mais para The Who e Rolling Stones), Bartenders (blues e rocknroll), e tantas outras, inclusive as dedicadas à música eletrônica.
Agora, a delicadeza também encontra lugar. Entre as dedicadas ao rock-pop, além da caçula Wasted estão a Mosha, Feichecleres e Sexofone, para falar só de algumas, que refletem as múltiplas tendências que cada uma pode assumir dentro do rótulo pop-rock.
A banda Wasted é formada por Joan Lang (voz e guitarra), Alexandra (voz e guitarra), Ivan Rodrigues (bateria) e Daniel Rodrigues Alves (baixo e vocal). As composições próprias são todas assinadas por Joan Lang e falam de temas subjetivos e até depressivos, mas a lista de músicas do show incluem algumas surpresas como Mr. Postman, além, é claro, de muito Beatles.





