Wassermann avalia o mercado editorial
Segundo o presidente da Câmara Brasileira do Livro, Raul Wassermann, o mercado do livro didático é mais importante no Brasil. As livrarias brasileiras têm nos livros de ficção e não-ficção apenas 8% de sua receita total. Nos Estados Unidos e França a participação do livro didático chega a 30% na fatia total do bolo. No Brasil, a participação é de 80%.
Outro dado desanimador do mercado editorial brasileiro se refere à aquisição de livros para as bibliotecas públicas e privadas. Apenas 1% de tudo que se produz em livros é adquirido pelas bibliotecas. Nos países desenvolvidos esse valor salta para 30%. Por isso, eventos como o Salão do Livro impulsionam o contato do estudante com a leitura.
Se colocassem os lançamentos do mercado editorial nas bibliotecas, elas se tornariam verdadeiros centros de lazer, afirma Wassermann. Outro aspecto ressaltado pelo presidente da CBL se refere ao massacre sofrido pelos pequenos livreiros com o surgimento das megastores. Segundo ele, dificilmente as pequenas livrarias sobrevivem diante das gigantes, que são verdadeiros parques de diversöão.
Para a melhoria do mercado editorial brasileiro, Wassermann propöõe a valorização por aqueles que estão dirigindo o País. Quantos autores de livros estão dirigindo o país atualmente?, questiona Wassermann. O livro didático ficou sob responsabilidade do Ministério da Educação e o Ministério da Cultura ficou com o resto, que não tem dinheiro e nem planos para o futuro.(F.F.)





