Aos 31 anos, Warley Santana experimenta, pela primeira vez, o gosto da fama. Desde que entrou para o time de repórteres do ''CQC'', no dia 25 de agosto, perdeu o controle de sua caixa de e-mail e tem sido apontado na rua como o ''oitavo elemento''. Antes da entrada de Warley, o humorístico, comandado por Marcelo Tas, era formado por sete homens vestidos de preto. ''Quando estou na rua, algumas pessoas dizem: '''Olha lá o oitavo elemento!' Mas o que mais me impressionou foi o número de mensagens no meu Orkut. Quando abro meus e-mails, perco a conta de quantos recebi'', diz.
Tradutor de inglês e espanhol (formação profissional que lhe rende bicos até hoje), Warley decidiu se tornar ator por acaso. ''Trabalhava em uma grande empresa, estava muito estressado e pensei: '''Preciso fazer algo para tirar o estresse'. Resolvi fazer teatro'', relembra o rapaz, que na época tinha 20 e poucos anos. Apaixonado pela atuação, o novo membro do humorístico diz que negou alguns convites para TV, entre eles um para fazer a minissérie ''Som & Fúria'' (em fase de gravação na Globo). ''Não me via fazendo novelas na Globo. Eu gosto de cinema'', afirma o ator, que tem mais de 30 curtas-metragens no currículo, além de três longas, como ''Rinha'', no qual contracena com Leonardo Miggiorin, Paola Oliveira e Maitê Piragibe.
Indicado por dois nomes fortes do ''CQC'', Rafinha Bastos e Marco Luque, Warley resolveu tentar a sorte no programa da Band porque achou ''muito boa'' a proposta do quadro ''Em Foco''. Quando gravou o piloto, agradou à equipe da atração. ''Fomos fazendo uns 'testezinhos', e Warley nos pareceu ter integridade, carisma e suavidade. Ele realmente conseguiu coisas incríveis'', afirma o âncora Marcelo Tas. ''Tem uma cara boa, uma empatia com câmera'', finaliza.
Apresentando-se como assessor de imagem, jornalista experiente e seguidor de Carl Fischer (o marqueteiro de Barack Obama, candidato à presidência dos EUA), Warley tinha a missão de provar que as pessoas públicas, sobretudo os políticos, fazem qualquer negócio ''para ficar bem na fita''.
Usando um terno desalinhado e um topete ''lambido'' na testa - ''ele se parece com os playboys da rua Augusta na década de 70'', brinca Tas -, Warley conseguiu que pessoas importantes, como José Genoino (PT), topassem o impensável. ''Eu pedia que fizessem coisas absurdas, como recitar um poema com os olhos lacrimejados e cantar um jingle da própria campanha em outro ritmo'', relembra. Warley gravou os cerca de 20 programas (com políticos, celebridades e atletas) com antecedência e, por isso, não sabe se ficará na atração. Os companheiros torcem para que sim. ''Acho que ele pode fazer coisas legais no programa'', diz Tas.

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