Walter Clark morre no Rio, aos 60 anos
O diretor de TV Walter Clark, de 60 anos, morreu na madrugada de ontem em seu apartamento no Rio de Janeiro, vítima de uma suposta crise de hipertensão seguida de insuficiência respiratória. Segundo homem na hierarquia da TV Globo na década de 70, Clark morava sozinho e foi encontrado morto em sua cama por empregados.
Clark namorou algumas das mulheres mais bonitas da televisão e casou-se três vezes: com a atriz Ilka Soares, com Maria do Rosário Nascimento e Silva e com Fernanda Bruni. Tinha quatro filhos, frutos de seus diversos relacionamentos.
Afastado da televisão, ultimamente, ele vinha trabalhando em um projeto de filmar a vida do compositor Tom Jobim.
Walter Clark começou sua carreira na televisão trabalhando com Boni, na extinta TV Rio, quando tinha apenas 22 anos. De lá, seguiu para a TV Globo, onde ficou durante 25 anos. Em 1976, quando era diretor-geral da emissora, Clark foi demitido pelo presidente das Organizações Globo, Roberto Marinho, e substituído por Boni.
Em sua biografia, lançada no final dos anos 80, Campeão de Audiência, Clark atribui sua demissão a questões pessoais. Segundo ele, Roberto Marinho não estaria gostando do grande destaque social que alcançara na época, ao ser apontado como o executivo de TV mais bem pago do mundo. Pessoas que trabalhavam com Clark na época, entretanto, apontam seu problema de alcoolismo como a causa da demissão.
Depois de deixar a Globo, Clark produziu o filme Eu Te Amo, de Arnaldo Jabor, e co-produziu outros dois longas, Amor Bandido e Bye Bye Brazil. O maior desejo de Clark, entretanto, era produzir o musical Chorous Line. A peça foi um sucesso de crítica e público, mas acabou levando o produtor à falência. Seu maior sonho era montar uma rede de TV educativa. Ele chegou a trabalhar na Fundação Roquete Pinto, mas ficou lá por pouco tempo. Assumiu também o cargo de diretor-geral da TV Bandeirantes.





