Embora bastante reconhecido no meio musical, pouca gente conhece o envolvimento do arranjador, regente, pianista e compositor Wagner Tiso com outra arte pela qual é apaixonado: o cinema e suas trilhas sonoras.

A primeira trilha é de 1969, para o filme ''Deuses e os Mortos'', de Ruy Guerra. Depois da estreia, os trabalhos musicais na Sétima Arte se multiplicaram rapidamente: ''Vida de Menina'', ''O Guarani'' e ''A Ostra e o Vento'' são apenas alguns dos exemplos de belas composições de Tiso feitas especialmente para as películas.

Mas, se esses filmes não são exatamente 'acessíveis' para o grande público, o caminho para chegar às trilhas é mais fácil. Lançado no final do ano passado, o disco ''Outras Canções de Cinema'' traz uma pequena seleção escolhida a dedo pelo músico, e gravada com a participação especial do violoncelo de Marcio Malard.

O álbum reúne canções de seis filmes diferentes, selecionadas, segundo o músico, ''de memória, escolhendo pela qualidade da música ou pela importância dos personagens''. Traz ainda duas faixas extras, chamadas apenas de Canção 1 e Canção 3, que, embora sejam especialmente bonitas, jamais foram usadas em filme.

''Ainda não tiveram espaço. Futuramente, penso que posso usá-las em algum filme'', planeja Tiso.

Leia entrevista do músico ao repórter Rafael Ceribelli

mockup