Vozes que encantam
Festival de canto coral vai reunir 690 vozes em Londrina e um dia do evento será dedicado aos 50 anos da Folha
Os Canarinhos de Petropólis são destaque do festival de corais que ainda contará com os grupos Unicanto (abaixo à direita), Argentum (abaixo à esquerda) e Thalia
Telma Elorza
Começa nesta quarta-feira e vai até o próximo domingo, o 5º Festival Unicanto de Corais, que vai reunir, em Londrina, 23 grupos corais de todo Brasil. A promoção é do Coral Unicanto da Paróquia Imaculada Conceição de Londrina, com patrocínio do Ministério da Cultura, através da Lei Rouanet; Secretaria Municipal da Cultura e Sanepar. O evento faz uma homenagem os 50 anos da Folha de Londrina/Folha do Paraná. A abertura oficial será quarta, às 20 horas, no Cine-Teatro Ouro Verde, com a participação do Coral dos Canarinhos de Petrópolis, Grupo Vocal da Câmara de Vereadores de Londrina e Coro Adulto da Universidade Estadual de Londrina.
Segundo o coordenador do evento, maestro José Mário Tomal, o festival visa estimular, apoiar e divulgar a prática do canto coral, demonstrando o que proporciona a arte da conjugação de vozes como instrumento de som em sua harmonia. Com este aspecto geral, pretendemos aprimorar a cultura de nossa região e desenvolver o interesse pela música coral, explica. Segundo ele, a música coral - que se expressa pela voz humana - é uma das mais antigas linguagens universais. É um instrumento poderoso que, através de uma enorme variedade de sons, dissolve fronteira, elimina dificuldades linguísticas e eleva o espírito, afirma.
Este ano, estarão participando grupos corais dos Estados do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro e Uruguai, em um total de 690 coralistas, que farão apresentações diurnas em empresas e vários pontos da cidade além de concertos diários no Ouro Verde, sempre programados para as 20 horas. Os ingressos para estas apresentações serão de um quilo de alimento não perecível. O encerramento está agendado para dia 8, em uma missa de ação de graças, na Paróquia Nossa Senhora de Lourdes, às 10h30, onde todos os coros cantarão.
Segundo Tomal, o festival vai oferecer, de forma experimental, o curso Cantos Nordestinos e Ritmos, com o compositor, arranjador e maestro alagoano Benedito Fonseca, nos dias 5 e 6 (quinta e sexta), às 8h30, no anfiteatro do Seminário Vicente Paloti. Se houver boa aceitação, no próximo ano vamos ampliar o número de dias e oferecer cursos e oficinas abrangendo tudo sobre canto coral - explica.
O curso estará explorando os ritmos afros e sua relação com o Nordeste, trabalhando todos os ritmos musicais existentes na região. A música afro é a origem da música popular brasileira. E os ritmos nordestinos são os mais próximos deste veio afro. Por isto, acreditamos que seria interessante começar por aí, ao oferecer uma parte técnica no nosso festival, acredita o maestro. Segundo ele, todos os coralistas participantes do curso enfrentarão aulas teóricas e práticas através da música Imbalança, de Luiz Gonzaga com arranjos de Benedito Fonseca.
A característica básica do festival - a integração total entre os coros - será mantida. O nosso é o único festival do Brasil que promove este intercâmbio, com os coros cantando juntos e não apenas um assistindo ao outro. Esta caracterítica têm atraído, a cada ano, mais grupos corais para o festival, afirma Tomal. Segundo ele, foi isto que atraiu também a soprano maranhense Núbia Maranhão, que tomou a iniciativa de participar. A soprano vai fazer uma apresentação especial no festival, com um recital, dia 7, às 19h30, antes do concerto daquela noite, no Ouro Verde.
Para marcar os 50 anos da Folha, o concerto do dia 7 será totalmente dedicado ao jornal. Neste dia, segundo Tomal, será entregue a cada coral participante do Festival, o troféu Jornalista João Milanez, além de ser feita uma homenagem especial ao fundador da Folha.





