A dança nem sempre esteve nos pés da professora Ana Lúcia Carvalho, mas nunca saiu da cabeça dela. O corpo aos 32 anos de idade assumiu a responsabilidade de dar conta do sonho de infância.
Hoje, Ana Lúcia busca nas aulas de clássico, a técnica para aplicar no grupo de dança da igreja.''Faço parte de um grupo de uma comunidade evangélica e quero levar a experiência para o nosso trabalho'', afirma a professora, que dançou dos 8 aos 16 anos.
Ela conta que a família a apoiou na decisão de voltar a calçar as sapatilhas e que os amigos que sabiam que já fez aulas de dança na infância se dividem entre os que se surpreendem com o retorno e os que admiram a iniciativa.
''A volta é difícil, principalmente em termos de flexibilidade. O corpo não responde mais como antes. Porém, a técnica toda nunca sai da cabeça'', comenta Ana Lúcia.
Ao contrário de algumas mulheres que vêem atrás dos véus da dança do ventre apenas movimentos sensuais, a psicóloga Claudia Garcia Heer, 44 anos, descobriu outras finalidades.''A dança do ventre proporciona auto-percepção. A mulher toma posse do seu corpo'', destaca Claudia.
A psicóloga pratica a dança do ventre desde os 37 anos, afirmando que a arte a ajudou a ter mais auto-confiança.''A dança do ventre ajudou a melhorar até a minha relação com as outras mulheres, me tornando menos competitiva num relacionamento de mais solidariedade'', conclui Claudia.(F.L.)

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