VOLTA ÀS AULAS - Férias musicais e divertidas
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segunda-feira, 29 de julho de 2013
Ana Paula Nascimento<br>Reportagem Local 
Não adianta reclamar. As férias de julho definitivamente acabaram e agora é voltar com fôlego total para dar conta das atividades escolares do segundo semestre. E nos primeiros dias de aula não tem jeito: controlar a agitação da turma leva um certo tempo e a conversa é geral por conta das histórias e aventuras das férias.
E para as 300 crianças que participaram das oficinas de música do 33º Festival de Música de Londrina, que foi realizado de 15 a 27 de julho, não vão faltar experiências interessantes para compartilhar, principalmente na área musical. Em uma forma divertida e cultural de aproveitar as férias, muitas crianças se inscreveram em até três cursos, muitos deles gratuitos. A regra é se divertir enquanto se aprende um pouco mais sobre o universo musical. Bem melhor do que ficar em casa apenas vendo televisão ou jogando no computador.
A estudante Kessellyn Lauana Munyra da Silva Gomes, 11 anos, é praticamente uma veterana do festival. Há sete anos ela é frequentadora assídua dos cursos oferecidos motivada pela mãe. Para ela não há forma melhor de aproveitar as férias de julho. Neste ano ela fez os cursos de violino, coral e flauta na companhia da amiga Roberta de Melo Silva, 12 anos, que há dois participa do festival. A pequena Júlia de Melo Silva, irmã da Roberta, de 9 anos, também participa do festival pela segunda vez e adora essa forma de aproveitar o recesso escolar.
"É muito gostoso. A gente aprende coisas novas, faz amizades com pessoas de outros lugares, reencontra os amigos e é muito melhor do que ficar em casa", afirmam as amigas, que não se importam em acordar cedo para participar das atividades. "É ruim só no primeiro dia, depois a gente se acostuma e vale a pena vir aqui. E quando o festival acaba, a gente fica ansiosa para começar de novo", acrescentam as meninas.
E em um dos dias mais frios do ano, no dia 24, que chegou até a gear, as salas estavam cheias no Colégio Mãe de Deus, onde aconteceram os cursos. No curso de flauta doce, ao ritmo da canção "Eu só quero um xodó", de Dominguinhos, que faleceu no último dia 23, aos 72 anos, vítima de um câncer no pulmão, os alunos se esmeravam na execução do instrumento. "A flauta é um instrumento aparentemente 'fácil' de tocar, de emitir o som, e mais barato, mas para tocar bem exige bastante dedicação do aluno", explica a professora Luciana Schimidt, que ministrou as aulas junto com a professora Andrea de Melo dentro do Método Suzuki.
"Esse método é bem interessante porque tem uma série de recursos que auxiliam a boa aprendizagem da flauta. Um dos recursos são os adesivos que colocamos nos furos da flauta para facilitar na afinação do som, que envolve também técnicas de sopro e movimento da língua, responsável pela articulação do som", destaca Luciana, que há 13 anos dá aula de música no Colégio Mãe de Deus e pela primeira vez ministra o curso de flauta dentro do festival.
Vozes quentes e afinadas
Já na aula do curso do coro infantil, um dos mais tradicionais do festival e que foi realizado no Salão Nobre do Colégio Mãe de Deus, foi bonito de ver dezenas de crianças fazendo exercícios de aquecimento vocal e até de percussão corporal para aprender a identificar o ritmo da música pelo próprio corpo. Com exercícios lúdicos, instrumentos de brinquedo e alguns brinquedos, inclusive uma simpática girafinha, toda uma didática especial das professoras Klésia Garcia e Gilcene Fraga para transmitir para os "pequenos aspirantes a cantor" conceitos importantes da arte de cantar, sendo um dos mais fundamentais a capacidade de desenvolver a habilidade de respirar corretamente e fazer o "casamento" do sentimento com a música, como diz uma das belas canções ensaiadas por eles.
Mãe da aluna Luana Aparecida Silva Santos, de 10 anos, a dona de casa Luciane Aparecida Silva Santos acompanhava com orgulho o desempenho da filha durante a aula. "É o segundo ano que ela participa do festival e gosta muito de vir aqui. Neste ano ela está fazendo aula de coral e flauta doce, na parte da manhã. À tarde fica em casa e gosta de ficar treinando as notas da flauta. Gosta de chegar à aula com as notas prontas", comenta Luciane.
Ao som das baquetas
Há três anos integrando a programação de cursos do Festival de Música de Londrina, o curso de Iniciação à Bateria tem sido um sucesso. Indicado para crianças de 7 a 12 anos, é comum as mães de crianças menores pedirem para a professora Marlene Ramos deixar os pequenos participarem das aulas. Com a variação de idade e alunos a partir de 4 anos -, a professora se desdobra para lidar com as diferentes demandas. Enquanto os maiores fazem exercícios na bateria, os menores participam aprendendo a tocar instrumentos de percussão. Diversão total. "Eles ficam super empolgados e e a bateria exige muita coordenação motora dos alunos, o que às vezes precisa ser bem trabalhado no começo da aprendizagem", observa a professora, que gosta de trabalhar ritmos variados com os alunos e foi a primeira mulher de Curitiba a tocar bateria, isso em 1982.
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