O Ballet Teatro Guaíra volta mais uma vez ao palco em grande estilo. De hoje a domingo, o corpo de baile apresenta ‘‘Presenças’’ e ‘‘Os Sete Pecados Capitais’’, respectivamente dos coreógrafos Luís Arrieta e de Milko Sparemblek, com participações de cantores líricos, atores e da Orquestra Sinfônica do Paraná (Osinpa) sob regência do maestro Osvaldo Colarusso.
As duas peças já foram levadas em épocas diferentes pelo Ballet, mas o tempo que as separa do presente tem o dom de torná-las inéditas para boa parte do público. Pinçar grandes montagens e colocá-las mais uma vez à vista da platéia é um projeto defendido pela diretora artística do BTG, Marta Nejm.
Por que investir dinheiro e energia num trabalho se depois ele vai permanecer no esquecimento? Esse é o questionamento que Marta faz. Como resposta ela dá nova vida aos bailados.
‘‘Presenças’’, de Arrieta, tem música de Rachmaninov, composta para piano e orquestra. Maria Elisa Risarto, a mesma pianista da noite de estréia, fará novamente o solo. A peça do coreógrafo argentino, naturalizado brasileiro, traz a sua marca feita de elegância. Sobre ela um crítico de ‘‘O Estado de São Paulo’’ comentou: ‘‘Cada sequência é uma surpresa nova, os grupos se harmonizam com muita beleza. Existe no trabalho um constante diálogo de movimentos’’.
Para ‘‘Os Sete Pecados Capitais’’ foram convidados a soprano Regina Helena Mesquita, o tenor Fernando Portari, os barítonos Frederico de Assis e Ivan Paulo, o baixo Pepes do Valle e os atores Nei Mendes e Jorge Vigário. Junto com os bailarinos do Teatro Guaíra contarão a história de uma jovem ambiciosa que escala a vida social.
A obra escrita por Bertolt Brecht e Kurt Weill para um musical, ganhou coreografias através da arte de Milko Sparemblek, esloveno que traz em seu currículo participações em grandes companhias, como os balés de Maurice Bejart e Ópera de Paris.
Para o BTG, temporadas como as que estão acontecendo neste ano são como um presente, depois de uma perigosa fase de transição. Caminhando para os 30 anos, a serem comemorados na virada do século, em 1999, é a companhia de dança mais importante do Estado. Foi o grupo escolhido pela lendária bailarina Márcia Haydee para sua primeira montagem brasileira como coreógrafa. Não foi uma mera escolha, serviu como elogio que os bailarinos ostentam com orgulho.Zeca Corrêa Leite

Divulgação‘‘Sete Pecados Capitais’’, um dos bailados, conta a história de uma jovem ambiciosaCuritiba

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