Vocalista do Sonic Youth revela lado intimista em seu terceiro álbum solo
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quinta-feira, 07 de julho de 2011
Carlos Messias <br> Folhapress 
São Paulo - Esqueça o barulho orquestrado e a experimentação radical que há 30 anos compõem o DNA do Sonic Youth. No álbum ''Demolished Thoughts'', seu terceiro CD solo, o vocalista e guitarrista Thurston Moore troca sua característica Fender Jazzmaster por um violão e revela seu lado mais delicado.
Com direito a harpa, violino e sintetizadores, os arranjos são assinados pelo produtor do álbum, o músico Beck, que colhe os louros por um belo trabalho de terceiros.
Se ''Psychic Hearts'' (1995) e ''Trees Outside the Academy'' (2007) pareciam um Sonic Youth menos violento, ''Demolished Thoughts'' soa como um disco intimista. Lembra mais o dilacerante ''Sea Change'' (2002), de Beck. Tanto pelas melodias e harmonias acústicas quanto pela atmosfera psicodélica que permeia o álbum.
Moore adere ao coro do folk chapadão, que ganha proeminência em Nova York por meio de artistas que vão do aspirante Kurt Vile a J Mascis, do Dinosaur Jr. As canções se desenvolvem de maneira errante, quase infantil, como se ele estivesse brincando com a paleta e, por acaso, encontrasse a composição mais bonita. Por isso devem ser absorvidas sem expectativas e fazem mais sentido em conjunto.
Isso fica claro em ''Illuminine'', que parte de uma melodia minimalista e repetitiva e, aos poucos, ganha corpo com fraseados de violino e ''pinceladas'' de harpa. Moore se expõe de forma redentora. Não gera o impacto do Sonic Youth. Mas é um mergulho muito bem-vindo no seu imaginário.


