É impossível assistir ‘‘Um Sinal de Esperança’’ e não se lembrar de ‘‘A Vida É Bela’’. Os dois filmes têm algumas semelhanças: se passam em um campo de concentração e contam a história de um homem que inventa mentiras para tornar a vida dos demais prisioneiros menos sofrível. Mas as coincidências param por ai. Se comparado às qualidades artísticas – roteiro, direção, fotografia e trilha sonora – ‘‘Um Sinal de Esperança’’ fica longe da obra de Roberto Benigni.
Inédito nos cinemas brasileiros, o filme foi lançado diretamente em vídeo, pois sua carreira na Europa e Estados Unidos foi um fracasso de bilheteria. Nem mesmo a escalação de Robin Williams para o papel principal foi suficiente para despertar o interesse do público que ficou totalmente indiferente à história de Jakob Hyem (Robin Williams). Durante a Segunda Guerra Mundial, na Polônia ocupada pelos nazistas, Jakob ouve por acaso no rádio dos alemães notícias sobre as tropas que estão chegando às cidades vizinhas.
Ele conta o que ouviu a um amigo e, logo, todo o gueto pensa que ele possui um rádio escondido, um crime cuja a penalidade era a morte. Apesar do iminente perigo, Jakob continua a relatar falsos noticiários sobre as Forças Aliadas que avançam contra os nazistas. O efeito dessas mentiras é manter acesa uma chama de esperança nos prisioneiros judeus, combatendo a onda de depressão no gueto. A história, baseado no livro de Jurek Becker, é interessante, mas o filme, nem tanto. ‘‘Um Sinal de Esperança’’ não empolga, é demasiadamente longo e tem uma direção padronizada.
Depois de ganhar o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante por ‘‘Gênio Indomável’’, parece que Robin Williams perdeu o faro do sucesso. Seus dois últimos filmes, ‘‘Um Sinal de Esperança’’ e ‘‘O Homem Bicentenário’’ decepcionaram na bilheteria. Talvez esteja na hora do ator dar uma guinada em sua carreira, fazendo personagens diferentes. Seu próximo filme será ‘‘Don’t Hurry, He Won’t Get Far on Foot’’, dirigido por Gus Van Sant, no qual ele vive um alcoólatra que fica tetraplégico depois de um acidente de carro e se torna um cartunista de sucesso.Lançamento da Columbia. Duração: 120 minutos.
OUTROS LANÇAMENTOS
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Reprodução
Bruce Willis e Michelle Pfeiffer vivem um relacionamento em crise
A História de Nós Dois
Rob Reiner, o consagrado diretor de ‘‘Conta Comigo’’ tenta responder em ‘‘A História de Nós Dois’’ se um casamento pode sobreviver a 15 anos de convivência? Ao narrar os pormenores da crise enfrentada pelo casal Ben (Bruce Willis) e Katie (Michelle Pfeiffer), ele faz uma avaliação real e engraçada do casamento. O casal tentar entender por que as qualidades que os fizeram se apaixonar um pelo outro, agora são motivos de afastamento?
Com uma direção dinâmica, que alterna flashbacks, depoimentos, cenas de bate-papo e, claro, brigas, o filme forma uma colcha de retalhos dos problemas mais comuns de um casamento em decomposição. É impossível não identificar algumas cenas de pieguice, mas o diretor contorna a situação dando uma certa leveza à história. Bruce Willis e Michelle Pfeiffer estão bastante autênticos na pele de dois adultos que, às vezes, agem como crianças. Lançamento da Warner. Duração: 94 minutos.
[Retr-Foto: cd 6 V 16 {Grade:cultura ;Pessoa:Betty Gofman e Murilo Benício ;Evento: ;Lugar: ;Chave: cinema ;Data:16/6/2000 }]
Betty Gofman e Murilo Benício em um filme sobre a amizade
Até Que a Vida nos Separe
Um retrato sutil e, ao mesmo tempo, cativante sobre a vida de cinco amigos. Além de fortes laços afetivos, os cinco personagens têm em comum um cenário onipresente: a cidade de São Paulo. A história mostra que a amizade é a única recompensa para os que vivem em uma cidade impessoal e violenta. Cada um deles vive um drama pessoal, e são esses pequenos mundos que conduzem a narrativa.
A partir da festa de aniversário de um deles, o filme começa a mostrar as situações difíceis e tensas vividas pelos personagens. Uma delas é a recente perda de um amigo, vítima da Aids. Depois de compartilharem alegrias e tristezas, eles decidem selar a amizade com uma comemoração emocionante. Dirigido por José Zaragoza, o filme traz no elenco Alexandre Borges, Júlia Lemmertz, Murilo Benício e Betty Gofman. Lançamento da Warner. Duração: 109 minutos.

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