VIÚVAS
Josephina definha enquanto espera pelo retorno do amado que o mar sequestrou. Viúva de Jacaré - pescador que, na década de 40, cruzou o mar para reivindicar os direitos de seu povo -, ela é consolada por outras viúvas, até que a própria Yemanjá venha levá-la para São Saruê. Essa dor da perda e a saudade são o fio condutor de Yemanjá de São Saruê, peça que a Cia de Theatro Fase 3 apresenta até o dia 23, sempre às 20 horas, na Casa das Fases (R. Lindóia, 546). ''O clima intimista do espaço contribui para criar uma cumplicidade maior entre público e atores'', explica o produtor da peça, Fabrício Borges. Quase todas as nove atrizes do grupo são viúvas, e essa vivência foi um elemento importante para a construção da peça.





