Vitto Meirelle faz show morno
Segunda-feira. A novidade na sala Miles Davis foi o brasileiro Vitto Meirelles, um ilustre desconhecido. O show marcou o lançamento do CD Noites Cariocas, gravado na Alemanha e distribuído pela Warner-Paris. O disco conta com participação de músicos consagrados na gravação como Nico Assunção (baixo), Marcos Suzano (percussão), Arthur Maia (baixo), Robertinho Silva (bateria), Paulinho Trompete ( trompete), Jacques Morelenbaum (violoncelo), Salif Keita (voz) e Armando Marçal (percussão). Quanto à apresentação, a expectativa era que Vitto Meirelles e cia. fizessem uma grande apresentação.
Acompanhado por músicos brasileiros radicados em Paris, o show não empolgou. Com uma levada de violão a la Bossa Nova, mas com pouca técnica e voz insegura, o carioca Vitto não disse a que veio. O destaque da noite ficou por conta do baterista curitibano Mauro Martins (que vive em Genebra), e que participou do show, convidado por Vitto, emprestou uma pegada segura e vibrante.
Contrariando o que foi visto no show, o disco é bastante interessante. Aproveitando-se da tecnolgia de ponta, de uma gravação bem produzida, com músicos de primeira linha já citados, o resultado é uma fusão de ritmos afro-brasileiros com letras que ilustram esta mistura cultural. Vitto é um bom compositor, um representante da nossa MPB, mas não se pode encarar a sala Miles Davis, como se fosse o bar da esquina: é preciso cuidar mais da produção, ensaiar muito mais e, quem sabe, em uma outra oportunidade causar melhor impressão.





