VITRINE DE ARTES E ANTIGUIDADES
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 15 de agosto de 2001
Elisa Marilia Carneiro<BR>De Curitiba 
O 8º Salão de Arte e Antiguidades - um dos maiores eventos da área na América Latina - inaugura hoje em noite beneficente à Associação de Assistência à Criança Deficiente e permanece aberto ao público até o dia 26, no Clube A Hebraica, em São Pauio. O Paraná será representado pela Simões de Assis Galeria de Arte, que expõe raridades do seu acervo e obras de artistas exclusivos.
Participando desde a quinta edição, Waldir Simões de Assis vai expor em 40 metros quadrados obras de Juarez Machado, Sérgio Ferro, Cícero Dias, Reinaldo Fonseca, João Câmara, Siron Franco, Antônio Dias e de Volpi. ''São artistas exclusivos da galeria e excelentes representantes da arte brasileira'', reconhece.
Entre as raridades, Simões levará quadros de Volpi da década de 30. Dois em estilo figurativo, uma marinha com paisagem de Itanhaem (SP) e casarios de Mogi das Cruzes (SP). Seguem também para São Paulo uma pintura em estilo figurativo que Cícero Dias produziu na década de 50 e outra, abstrata dos anos 60. Sérgio Ferro, Juarez Machado e Reinaldo Fonseca pintaram obras especialmente para o salão.
''O Salão caracteriza-se especialmente por ser uma feira comercial com público seleto, entre colecionadores, críticos de arte, diretores de museus e interessados em arte em geral. Os estados não serão representados isoladamente, mas a arte brasileira em seu conjunto'', esclarece Simões.
Com organização de Ariane Juliani e Vera Chadad, esta edição reúne 85 expositores - entre antiquários, galerias, casas de leilões e designers de jóias - numa área de 3,5 mil metros quadrados, apresentando ao público um amplo panorama do que há de mais representativo em termos de qualidade e ineditismo em seus acervos. Além disso, trata-se de uma rara oportunidade para se apreciar e comparar, num mesmo local, telas de importantes artistas nacionais e estrangeiros, mobiliário de diversas épocas, pratarias, tapeçarias e as mais recentes criações no setor de joalherias.
Sempre inovando nas chamadas ''atrações paralelas'', o Salão deste ano busca um conceito histórico e didático com a criação de três Salas Especiais: ''Museu de Arte Moderna'', exibindo um trabalho em defesa da gravura brasileira no mercado, sob responsabilidade de Ivo Mesquita; ''Modernidade'', com artes aplicadas a designers brasileiros e internacionais, dirigida por Dan Fialdini; e ''Arte Popular Brasileira'', agrupando cerca de 150 obras selecionadas pelo pesquisador Roberto Rugiero em todo o território nacional.
No ano passado, já consolidado no calendário cultural de São Paulo, o evento contou com a presença de 17,5 mil visitantes e um acervo totalizando mais de 4 mil peças. Outro fato marcante foi a fundação da Associação dos Mercantes em Arte do Brasil (AMA-BR), criada para desenvolver uma chancela de garantia para o setor, com inspiração nos moldes europeus.


