Vitrine contemporânea
Agência Estado
Esta é a grande oportunidade do ano para conhecer o trabalho de gente que vai dar muito o que falar daqui para a frente. O Museu de Arte Moderna MAM está abrigando até 19 de dezembro a mostra Panorama 99, com cerca de 60 obras produzidas por 40 artistas contemporâneos brasileiros, a maioria ainda desconhecida no circuito de arte nacional. Organizada pelo curador-chefe do MAM, Tadeu Chiarelli, a grande exposição que completa 30 anos traz trabalhos de artistas das cinco regiões do País. Chiarelli passou seis meses à procura de trabalhos que formassem a amostragem da produção nacional para a edição comemorativa.
Esses trabalhos foram divididos em seis núcleos. Não temáticos, advertiu o curador na apresentação da lista de selecionados para este ano. São diálogos possíveis e continuidades de pensamento de grandes criadores premiados por Panoramas anteriores. Com essa premissa, a organização selecionou seis obras de seis artistas para encabeçar os segmentos da exposição: Mastros, de Alfredo Volpi (vencedora do Prêmio Panorama na mostra de 1970), Sem-Título, uma escultura de José Resende (ganhadora da edição de 1975), Desenhos I, II e III, de Amilcar de Castro (prêmio de 1977), Você Faz Parte, de Nelson Leirner (pintura que levou a premiação de 1990), a fotografia pin-hole, também sem título, de Paula Trope (premiada de 1995) e o vestido de contas e lâminas de Nazareth Pacheco (troféu de 1997).
Os seis núcleos, compostos por trabalho de diferentes linguagens, foram distribuídos pela Sala Principal e a Sala Paulo Figueiredo, do MAM. Apesar dos muitos achados criados por ilustres desconhecidos, o espectador vai encontrar trabalhos interessantes de artistas que circulam há algum tempo. É o caso de Albano Afonso, que volta a mostrar suas imagens sobrepostas por pontilhismos; Ana Maria Tavares, que participa com a instalação Exit; Paulo Climachauska, que participa com dois desenhos e uma escultura; ou ainda do fotógrafo Amílcar Packer, que volta a expor no museu com seus stills de vídeo. A maior parte das criações é deste ano e foi realizada exclusivamente para a mostra.
Iran do Espírito Santo participa da comemoração do lado de fora da exposição. É ele quem assina o Projeto Parede com a obra Extensão, pintura sobre a parede que liga os dois espaços expositivos do panorama. O trabalho foi visto antes no Museu de Arte Moderna de São Francisco.
A exposição é considerada pela crítica o principal mapeamento da arte contemporânea nacional. No ano que vem, os trabalhos poderão ser vistos no Museu de Arte Contemporânea de Niterói e em seguida viajam para Fortaleza, Salvador, Recife, Belo Horizonte e Porto Alegre.Mostra Panorama 99 está em cartaz no Museu de Arte Moderna de São Paulo reunindo a nata da produção brasileira
ReproduçãoAlfredo Volpi venceu a mostra em 1970 com a obra Mastros, que também faz parte desta ediçãoReproduçãoAmilcar de Castro participa com a série Desenhos I, II e III, que venceu a edição de 1977ReproduçãoSem-título, de José Resende, venceu a Mostra de 1975





