Para o dono de um estúdio de piercing e tatuagem que se apresenta simplesmente como Lexx, através da tatuagem é possível criar uma história da própria vida e relatá-la no corpo. ''Mas na verdade isso é uma desculpa para fazer uma nova tatuagem'', brinca. Com o corpo repleto de grandes desenhos, ele já perdeu a conta de quantas tatuagens já fez, mas sabe que o número ainda não é suficiente. ''Visualizo meu corpo como se fosse uma tela, sempre pensando no conjunto como um todo'', revela.
Já no profissional de modificação corporal Rodrigo Pierce, cada elemento tem um significado e um motivo para estar lá: o buda tailandês do século XV marca um período muito difícil da sua vida, a máscara festiva do Nepal simboliza a superação dessa fase, a peônia é fertilidade, por exemplo. ''É uma forma de fixar algumas coisas que aconteceram na minha vida que não quero que se percam. Fotos e histórias se perdem, a tatuagem não'', justifica.
Com apenas 23 anos, Aline Reys dos Santos já ostenta tatuagens nos braços, ombros e pernas, e confessa que faria mais se não tivesse receio de que isso pudesse atrapalhá-la profissionalmente algum dia. ''As pessoas ainda têm muito preconceito'', observa. Para ela, a tatuagem também pode ser uma forma de expressar a própria personalidade, e por isso é importante que seja diferenciada. Questionada se não teme um arrependimento futuro, ela diz preferir enxergar de outra forma: ''Acho que vou encarar como um período da minha vida que ficou marcado também externamente.'' (A.I.)

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