Curitiba - O ano de 2003 promete trazer um espírito novo às exposições do Centro Cultural Brasil-Espanha de Curitiba. Totalmente patrocinado pela embaixada espanhola no Brasil e com o apoio de algumas entidades locais, como a Fundação Cultural de Curitiba e a Caixa Econômica Federal, o projeto ''Artistas e Escritores Paranaenses'' caminha a passos cada vez mais largos.
Segundo o seu curador oficial, Luiz Arthur Montes Ribeiro, uma das principais preocupações do Centro, dirigido por Cayo Ángel Miguel Martín Cristóbal, é unir-se a entidades públicas e privadas e mostrar um considerável número de artistas paranaenses.
Ano passado foi lançado o ''Catálogo do Acervo Artístico'' em parceira com a Caixa e a Fundação Cultural. Nessas exposições foram apresentadas as 37 obras que fazem parte do Acervo referente aos anos de 2000 e 2001. De Curitiba a mostra seguiu para Londrina e São José dos Pinhais. Agora em 2003 deverá passar por Florianópolis, Porto Alegre e São Paulo.
Em funcionamento desde 2000 e com o título de ser a melhor divulgadora das artes locais, entre os Centros Culturais que a Espanha tem em parceria com o Brasil, a série de exposições já mostrou a Velha Guarda. Nomes como Ida Hannemann de Campos, Lirdi Jorge, Angela Cristina Diana, Donizetti, Mauro Scaramuzza, Mirian Antonietto, Vera Simon, Alani F. de Melo e Scheilla Ceconello tiveram vez nos últimos três anos.
Agora é a hora da guinada: promover nomes de vanguarda. Dar espaço e voz aos irreverentes. Artistas que estão na contramão do que é qualificado como clássico. Gente que está com um pé aqui e o olho da criação em um futuro, sempre além do tempo em que estamos vivendo.
Resultado de várias pesquisas em Curitiba e no interior do Estado, a escolha dos nomes foi feita pessoalmente pelo curador e durou cerca de 30 dias. ''Para avaliar o trabalho deles eu sempre levo um dia inteiro com cada um'', explica. E o escolhido para abrir a temporada é Edilson Viriato. Além dele, surgem nomes de várias regiões do Estado que vão mostrar seus trabalhos e interagir com alunos e funcionários do Centro. ''A idéia é preparar platéia crítica'', diz Montes Ribeiro.
O Centro Cultural quer criar um público que saiba diferenciar arte através de uma série de parcerias com universidades locais, grupos de terceira idade e escolas com crianças de comunidades carentes. ''Já estamos fazendo a seleção de quem tem talento para podermos criar os encontros. Serão bate-papos voltados para a arte, com uma grande responsabilidade social. Um dos grandes problemas que a arte enfrenta é que as pessoas não a entendem. Esses encontros servirão para proporcionar o discernimento do que ela realmente é, o que quer transmitir.''

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