A exposição inicial do Instituto de Arte Contemporânea (IAC), em São Paulo, ''Campo Ampliado'', quer estabelecer pontes entre gerações diversas da arte brasileira e exibir o diálogo com artistas estrangeiros.
Com curadoria de Paulo Sergio Duarte, mostra 75 trabalhos de Amilcar, Camargo, Schendel e Willys, os artistas-chave do instituto, junto de obras do argentino Lucio Fontana, do francês Jean Arp e do ítalo-brasileiro Alfredo Volpi, além dos contemporâneos Arthur Luiz Piza, José Resende e Tunga.
''O conceito principal da mostra é dar continuidade ao trabalho do IAC, depois da mostra inicial feita neste espaço no ano passado (que teve curadoria de Rodrigo Naves e Tiago Mesquita)'', diz o curador.
Duarte, no entanto, procurou associações e conversas estéticas entre produções diversas. As peças em feltro dobrado de Tunga de 1980, por exemplo, colocadas próximas a esculturas de Camargo, remetem ao diálogo geracional que foi estabelecido entre os dois, até em mostras coletivas, como a edição da Bienal de Veneza de 1982, na qual eles eram os representantes brasileiros.
''Amilcar, de certa forma, faz um tipo de experimentação tridimensional com a fita de Moebius na escultura premiada na 2 Bienal de São Paulo, em 1953. Mais tarde, isso seria retrabalhado por Lygia Clark na obra ''Caminhando'.''
Para Duarte, os ''rasgos'' presentes na tela ''Conceito Espacial'' de Lucio Fontana, de 1965, junto das formas irregulares de trabalhos de Jean Arp, de 1932 e 1958, atestam a influência de nomes estrangeiros na obra de Camargo, por exemplo, mas não deixam de criar conexões formais com trabalhos criados por Schendel.

Serviço:
- ''Campo ampliado'', exposição coletiva
Quando - Abertura hoje, às 19h; de ter. a sáb., das 10h às 19h; dom., das 12h às 17h. Até 30/3
Onde - Instituto de Arte Contemporânea (R. Maria Antonia, 258)
Quanto - Entrada franca
Mais informações - Tel. (11) 3255-2009

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