Cerca de 50 artistas de todo o País, sete deles do Estado do Paraná, estão expondo suas esculturas, gravuras, pinturas e outros trabalhos artísticos no 8º Circuito Internacional de Arte Brasileira, projeto que leva os trabalhos de artistas regionalistas do Brasil para exposição, neste ano, em quatro países da Europa.
O Circuito Internacional de Arte Brasileira já está acontecendo desde o dia 12 de maio, quando aproximadamente 100 obras dos artistas nacionais entraram em exposição em Londres. Os trabalhos ficaram na capital inglesa até o dia 18 de maio. Dos dias 20 a 26, a mostra esteve em Madri (Espanha); entre os dias 28 de maio e 9 de junho, estão em Lisboa (Portugal), e entre os dias 5 e 10 de junho, encerram a parte internacional da mostra em Viena (Áustria).
O Circuito é uma promoção do College Art, de Uberlândia, com apoio das embaixadas dos países onde as exposições acontecem. Segundo Yoshyia Nakagawara, do conselho curador do Circuito, o objetivo do projeto é divulgar o trabalho de artistas brasileiros com inspiração regionalista. ''Procuramos não levar artistas consagrados para que todo o contexto artístico nacional seja difundido no exterior'', conta Yoshyia, que, junto com mais seis pessoas, ajuda na seleção dos artistas que entrarão no circuito.
Além da própria Yoshyia, participam do projeto este ano artistas como Massami Koga, que retrata a paisagem rural do Norte do Paraná, Suzy Parizoto, que trabalha esculturas em alumínio, Iracema Gomi, que produz pigmentos com terra para pintura em telas, Ernan Fandino, ilustrador, e Tita Stremnlow, que faz esculturas em cedro.
Tita, que participa pela primeira vez do circuito com duas esculturas, já tem seu trabalho conhecido entre os críticos do Paraná. Como ela mesmo costuma dizer, sua inspiração é a vida, e seus trabalhos geralmente retratam pessoas, animais e cenas interioranas. Alemã radicada no Brasil desde 1953, Tita trabalha desde então em seu ateliê em Rolândia. ''Acho importantíssimo e fico lisongeada de participar de mostras como o Circuito Internacional, pois artistas como nós são como pianistas, que, às vezes, precisam de ouvintes para seus concertos'', diz.
Yoshyia conta que o Circuito Internacional de Arte Brasileira se encerra no Brasil, do dia 21 ao dia 28 de junho, no Museu de Arte da Pampulha, em Belo Horizonte (MG).

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