VISUAIS Banco patrocina mostra de Picasso
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domingo, 18 de janeiro de 2004
Carlos Franco<br> Agência Estado 
O Bradesco decidiu comemorar os 450 anos de São Paulo com o patrocínio da maior retrospectiva do pintor espanhol Pablo Picasso (1881-1973) já realizada na América Latina. São 45 pinturas, 20 esculturas, 55 obras sobre papel e 4 cerâmicas, produzidas entre 1895 e 1972 pelo inventor do cubismo, um estilo que tem identidade com a cidade que, desordenada, cresceu em concreto e linhas retas. Orçada em R$ 6 milhões, a Retrospectiva Picasso ocupará o Pavilhão da Oca, no Parque do Ibirapuera, zona sul da cidade, de 28 de janeiro a 2 de maio.
As peças pertencem ao Museu Picasso, em Paris, e muitas delas virão ao País pela primeira vez. Entre as obras estão as telas Nu Couché, Le Baiser, Minotaure e Femme Assise devant la Fenêtre. Detalhe: além do público pagante, o Bradesco vai reservar uma semana de acesso livre, chamada Portas Abertas, e estimulará escolas a fazerem visitas gratuitas, incluindo as crianças sob a responsabilidade da Fundação Bradesco.
Para o diretor de Marketing do Bradesco, José Carlos Perri, essa foi a forma que o banco encontrou de homenagear São Paulo. ''Queríamos investir em uma ação que tivesse a grandeza e a magnitude da cidade. Quando o projeto da BrasilConnects chegou ao banco, tivemos a certeza de que era isso o que queríamos.''
Perri explicou que o banco está acertando as datas para abrir a Mostra Picasso sem cobrança de ingresso por uma semana. A idéia do Portas Abertas segue a estratégia da instituição financeira com sede na Cidade de Deus, em Osasco, de deixar todas as suas agências de portas abertas, sem portarias eletrônicas ou roletas, que inibem o brasileiro. Foi com essa estratégia que conquistou correntistas de diferentes faixas de renda.
Desde ontem, o banco começou a veicular campanha publicitária sobre a Mostra Picasso. Criada pela agência Publicis Salles Norton, as peças exploram o estilo do pintor espanhol e mostram rostos com dobras de papel, que os desfiguram. Na televisão, o comercial mostra um colador de cartaz de rua, que não fica satisfeito com o resultado e resolve remexer as peças, que aí passam a ter o estilo de Picasso. O criador Tião Bernardi procurou dessa forma mostrar para o público o que é a obra do mestre cubista.
Perri disse que, para que a mostra não fique restrita ao Ibirapuera, serão colados cartazes e ocupados espaços do mobiliário urbano da cidade com a reprodução de obras de Picasso. ''Queremos São Paulo respirando Picasso nos seus 450 anos'', explicou Perri.


