A exposição ''Da pele que quer ser vista ao sentido invisível'', que será aberta hoje em Niterói (RJ), apresentará dois trabalhos de artistas de Londrina. ''Impressões da Memória/Fotografias do Corpo'', da artista plástica Fernanda Magalhães e da jornalista Karen Debértolis, e ''Impressões'', do artista plástico Rogério Ghomes, estarão expostos até 26 de setembro, na Sala Paschoal Cittadino (Espaço Cultural do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro), ao lado de obras de outros 17 artistas.
Com curadoria de Ângela Magalhães e Nadja Peregrino, a mostra integra a programação do Foto Rio - Encontro Nacional de Fotografia do Rio de Janeiro. A mesma exposição está montada desde maio em Quito, no Equador, no 7º Mês Internacional da Fotografia.
''Impressões da Memória/Fotografias do Corpo'' apresenta uma série inédita de Fernanda Magalhães e Karen Debértolis, que deriva de um projeto desenvolvido no ano passado. ''Havíamos trabalhado impressões da memória através de vestígios do corpo em lençóis. Agora usamos fotografias do corpo'', conta Fernanda Magalhães.
No decorrer do processo, Karen Debértolis criou textos que seguiam uma temática baseada em memórias de sonhos, da infância e do cotidiano. O resultado foi manuscrito diretamente no corpo de Fernanda Magalhães e, em seguida, fotografado. ''Construímos essa série a partir de lembranças, relatos, sempre no sentido de remomoração'', detalha Karen. Uma das fotos foi impressa num suporte de 2,20 X 2,50 metros.
Já o trabalho de Rogério Ghomes aborda as cicatrizes do tempo impressas no corpo. Apresentada em Londrina no ano 2000, durante uma exposição na Sala Celso Garcia Cid, a série ''Impressões'' faz uma reflexão sobre o corpo. ''Essas impressões trazem a idéia de registro de memória. São marcas do meu corpo adquiridas desde a minha infância, até um acidente de carro no qual cortei a língua. Esse acidente gerou o conceito da exposição'', declara Ghomes.
As cicatrizes foram fotografadas por Fernanda Magalhães e retrabalhadas por Ghomes num processo de computação, que permitiu outros recortes e enquadramentos. Em Niterói, a obra do artista será exposta em um back light (caixa de luz com imagem) de 1 metro X 0,80 cm.

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