Para tornar indubitável as coisas grandes do mundo, o ‘‘Significador de Insignificâncias’’, como definiu o poeta Paulo Leminski (1944-1989), construiu um universo em miniatura. Nesse lugar não existem castelos, quem quer se esconder vive lá e os que acham que nada mais derá certo descobrirão o que fazer.
  É o mundo muito particular de Hélio Leites representado em sua obra minimalista ou minimélista, como define o próprio artista plástico curitibano.
  Vivendo para criar o seu mundo feito de botões, caixas de fósforos e tudo mais que as pessoas jogam fora, Leites descobre para a gente o que já sabemos mas não temos coragem de olhar: ‘‘Sabe como a gente desaparece? Escondendo o olho’’, revelou Leites para uma plateia curiosa de adultos e crianças que, no final de semana, se formou em frente à loja Ciranda para ouvir as suas histórias, durante o lançamento do livro ‘‘Pequenas Grandezas’’, escrito pela pesquisadora Rita de Cássia Baduy Pires.
  Leites recicla sonhos todos os domingos, na Feira de Artesanato do Largo da Ordem, em Curitiba, onde tem uma barraca perto do Relógio das Flores. Desse reprocessamento surgem poesias em cada um dos objetos que cria.
  ‘‘Poesia não tem dono. O dono do poema é quem escuta’’, afirmou Leites à plateia; com o livro ‘‘Pequenas Grandezas’’ nas mãos, a gente pode acrescentar que não é só quem escuta, mas vê e conhece a delicadeza do artista e de sua produção reunida no álbum ilustrado.


Curitibano, foi escritor, poeta, tradutor e professor. Também foi um estudioso da língua e cultura japonesas e sua obra literária tem exercido marcante influência em todos os movimentos poéticos dos últimos 20 anos

Conceito de obra artística que procura através da redução formal provocar no observador uma percepção diferente dos objetos inseridos em novos ambientes

O Programa Folha Cidadania tem como objetivo criar o hábito de leitura entre os jovens.

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