Na semana passada aproximadamente 160 idosos que integram o grupo de terceira idade da Acel tiveram uma missão muito especial, participando do encerramento do Projeto Origami do Centenário. A iniciativa consiste na montagem de um painel de 9,5 m por 3,5 m com 500 mil origamis que ficará exposto de forma permanente no Congresso Nacional, em Brasília. O painel ‘‘Sonho Brasileiro’’ irá mostrar o símbolo do centenário da imigração japonesa, que traz as bandeiras do Brasil e do Japão estilizadas.
  A confecção dos origamis começou em junho e a etapa final teve a participação da colônia japonesa do Paraná. ‘‘Ela não poderia ficar de fora e estou muito emocionada por ver o encerramento do projeto com a participação dos imigrantes e seus descendentes’’, afirmou a coordenadora geral do projeto, a artista plástica Luiza Yamada Kuwae.
  A técnica de origami escolhida foi a modular, que difere-se do origami tradicional por usar uma folha de papel no formato de retângulo e não quadrado. Antes de começar a dobradura – conhecida como kami buroko –, o participante deve escrever no papel os seus sonhos e assim criar uma corrente positiva que se soma aos desejos de milhares de pessoas ao redor do mundo. Durante a realização do projeto, vieram origamis do Japão, da República Dominicana, dos Estados Unidos, da Argentina, da Coréia e de diversos estados brasileiros. Para se ter uma idéia da dimensão do projeto, só da cidade japonesa de Hyogo vieram 90 mil origamis. Já em São Paulo, urnas coletoras dos origamis chegaram a ser colocadas nas estações de metrô e nos aeroportos.


Há 100 anos, 781 japoneses chegaram ao Brasil depois de mais de 50 dias de viagem em um navio, o Kasato Maru, marcando início da imigração japonesa no País


No século 17 os samurais praticavam a arte do origami, que era considerado um artigo de luxo. Em 1876, as escolas japonesas começaram a ensinar os alunos a fazer dobraduras

O Programa Folha Cidadania tem como objetivo criar o hábito de leitura entre os jovens.

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